sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Pré show

Sem animação para escrever isto, mas tenho uma loira a quem quero agradar e dizer como foi o dia.
O dia começou cedo, acordei sete da manhã e novamente às sete e dez – os celulares Nokia costumam dar dez minutos de intervalo entre um bipe e outro – depois de apertado o botão de prorrogação do alarme. A aula começava oito horas e teria cinquenta minutos para chegar na aula, horário tranquilo. Fui para o banho e comi uma banana, peguei os sanduíches de Nutella que eu havia preparado na noite anterior e colocado num tapperware. Familiares sovinas: Nutella aqui é extremamente barato comparado ao Brasil e ainda por cima não é um copo, é um pote. Há o de copo também, mas não é essa a questão. Como estava cedo eu sabia que estaria bem frio, chequei a temperatura e escolhi uma de minhas jaquetas – a vermelha. Me tornei o ser mais chamativa da rua por estar de vermelho, aqui as cores escuras predominam nas vestes cotidianas. Às vezes me olham estranhando, mas não me importo, acho engraçado. Por mais que estivesse frio no caminho para a faculdade eu estava suando dentro da jaqueta. Inexplicável como num frio de cerca de oito graus e com vento eu estava suando. Não resisti e fui de camiseta, aí sim é que me tornei a criatura mais estranha das ruas de Porto. Como é legal ser estranhado por ser normal. Nota-se a ironia da frase anterior.
Cheguei na aula e o professor não era simpático – aliás: não é. Mas que seja, por ser aula de apresentação ela terminou rapidamente e fomos então à reitoria buscar uns ingressos para um show no teatro Coliseu. A funcionária das relações internacionais que lida diretamente com os alunos havia anunciado na noite anterior via e-mail que teria cinquenta ingressos para distribuir aos que primeiro chegassem. Iremos num grupo relativamente grande: Eu, Vanessa, Fernando, July e Viviane, brasileira formada em direito e que está cursando jornalismo e além de tudo fez intercâmbio. Não deixarei de citar que meu pai tem um conhecido que tem uma filha que veio para Porto também, ela estuda psicologia e também irá para o show de música e dança. Então se juntará ao grupo: Renata e uma amiga dela.
Ahhh sim, coisa que esqueci de citar: Estou com uma bolha no pé direito. Mais especificamente no dedo que corresponde ao anelar. Ela surgiu de tanto andar. Aprendi que: All Star só para dias em que não deverei andar. Até ela sair vai ser band aid enrolado no dedo.
Por sorte a funcionária que citei – Luisa Capitão – chamou outra funcionária das relações internacionais para nos dar o ingresso. Digo sorte porque ela é uma espanhola que mora aqui no Bairro Ignez, ficamos de lero e descobri que ela também irá ao show. Enfim, trocentas e duas pessoas vão para este show. Já já crio vergonha e pego o ingresso para dizer qual o nome deste evento que tanto falo.
Vi o nome: As Danças do Príncipe Igor Burodin.
Mas nem eu entrei no site ainda.
Enfim, depois da reitoria fomos comer no refeitório da faculdade de letras. É um pouco longe mas todos dizem que é o melhor lugar para comer dentre os campi da Universidade do Porto. Preferi no fim das contas comer a carne de gaivota da cantina da Faculdade de Direito. Lembrando que o prédio de jornalismo fica atrás do prédio de direito. O atendimento é demorado e a comida não é boa. O ambiente realmente é mais agradável, pois o prédio é bonito e grande, mas pelo menos hoje não estava bom. Preciso comentar como é o uniforme facultativo que a universidade oferece, lembram os uniformes do Harry Potter. Mas explanarei melhor quando tiver uma boa foto disso. Voltando ao assunto: Antes de entrar no refeitório há uma fila bem grande para retirar um ticket para pegar a comida. Deposita-se as moedas numa máquina e lá se escolha qual o prato da vez. Há quatro opções e a opção escolhida sai num comprovante impresso. Só aí se adentra o refeitório. Depois de ter-se montado a bandeja: pratos, talheres, pão, sopa, e uma sobremesa pequena é que se pega o prato principal. Dá-se o ticket e uma senhora monta para você. No refeitório de direito é só chegar no final da fila que já há vários pratos montados. Só se paga depois que a bandeja está toda montada. A comida estava ruim, era carne de porco e arroz. Para disfarçar havia também um alface. A carne estava ruim e numa quantidade desproporcional ao montante de arroz. Enfim, comer no restaurante popular de Curitiba é melhor.
Me separei dos colegas e voltei para o Bairro Ignez, precisaria estar às duas na aula e Psicologia da Comunicação, mas tinha combinado com o administrador daqui do bairro pagar um dinheiro que faltava pagar. Estava de certa forma atrasado, pois nunca nos encontrava-mos e durante o carnaval ele não apareceu.
Cheguei na aula em tempo. Mas antes contar um pouco de como foi a aula de rádio pela manhã. O professor de rádio não é o antipático que citei. Ele é um dos mais atenciosos e conversou muito conosco. Já tínhamos visto que a ementa de umas matérias se parecem com as que já fizemos no Brasil, rádio é uma dessas. Sabendo disso o professor ficou de conseguir para gente trabalhar na rádio laboratório da Universidade do Porto. Os horários seriam bem flexíveis e seria equivalente às aulas deste semestre no Brasil. Se isso der certo será muito bom. Inclusive porque já tenho muita prática em rádio, poderei mostrar qualidade e quem sabe chamar a atenção por lá. Pretendo chamar atenção sim, pois é uma porta para trabalhar aqui futuramente, mas claro que não vou ser descarado.
Voltando à aula de Psicologia da Comunicação. Foi o primeiro professor que não dispensou cedo a turma, deu as três horas que deveria dar. A matéria é interessante e parece bem puxada. Há nota por participação oral. Ele abra espaço para comentários e dúvidas para que essa avaliação ocorra. Como era o primeiro dia de aula desta matéria e aula de verdade todos estavam quietos. Como sou cara de pau e seja o que for, falei e comentei. Ele achou válido meu comentário que dividiu com a turma o trabalho que tive na Banda B. Ele estava comentando sobre a responsabilidade dos jornalistas na formação e na entrega de informação. O público da Banda B é bem diferente do que se vê aqui na Europa, mas acho que consegui explicar o contato direto com um público que não tem muita informação e a responsabilidade que eu tinha ao indicar o caminha certo para essas pessoas no quadro Sem Dúvidas, que era de minha responsabilidade. Depois que um intercâmbista comentou as pessoas se sentiram mais à vontade para falar. Não afirmo que fui eu quem quebrou o gelo, poderia ter sido qualquer pessoa. Mas tenho a impressão que dei o primeiro passo. Isso é irrelevante, mas tenho como compromisso nesse blog comentar muitas das minhas impressões.
Depois da aula liguei para a Celina e finalmente consegui falar com ela. Como minha namorada trabalha! Estava super corrido e ela em alpha, como costuma dizer. Enfim, este parágrafo ela é quem mais vai entender.
Cheguei em casa e comi pão com tudo que eu tinha para passar em panificados. Geléias, mel e nutella. So não passei atum porque já estava sem fome. Acho que não como mais hoje. Só amanhã. Falando em amanhã: Tentativa de lavar roupa. Camisetas e meias. Se alguma coisa der errado... copulou, para dizer com uma palavra esdrúxula algo que utilizam de forma esdrúxula.
Finalmente fiz exercícios com o peso. Nos dois últimos dias eu estava cansado demais para fazer exercício. Fiz hoje e pretendo retomar o ritmo de fazer uma vez no mínimo a cada dois dias.
Saudade da loira. A melhor namorada à distância do mundo. A distância pode ser de dois centímetros ou de 10.000.000 km, ela é a melhor namorada do globo. Claro que prefiro 2 cm. Se pudesse quebrava a lei de que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar. Mas aí ela ia achar grude demais. Exagerei, mas é brincadeirinha.

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