18.02.09
Mal cheguei e conheci o lugar fui procurar por coisas na cidade: Mercado; Universidade; Um bom lugar para comer se precisar; Frutaria; Loja de telefone; Orelhão.
Descobri um meio mais fácil de chegar ao Bairro Ignez, através de uma escada de pedra que dá direto na Rua da Restauração. Entrei na rua e segui reto, com meu mapa na mão. Fui até a praça em que o ônibus me deixou para dali ter meu ponto de partida. Qual não foi minha surpresa? Dei de cara com um prédio da Universidade do Porto – era a Reitoria. É um prédio bonito, como quase todos daqui. Mas este por sua vez é gigante. Adentrei e avistei uma lojinha com materiais com a logo da Universidade. O curioso é que há de tudo, desde binóculos até guarda-chuvas, passando opor cadernos e material escolar normal. Comprei um guarda-chuva, afinal pode chover e veio na hora cerca a aparição deste item, estava pensando em comprar um. Perguntei, como quem não queria nada, para a atendente como chegar no campus de jornalismo. Ela não sabia me indicar e por isso pediu para que um segurança chamado Felipe me indicasse. Depois das instruções perguntei também onde eu poderia encontrar um adaptador para o cabo do lap top. Pois a bateria havia acabado e todas as tomadas daqui são com encaixes redondos e dois pinos, sem entrada para outra forma de encaixe. Demorei para achar um adaptador, mas isso eu conto já já. Felipe já foi para o Brasil e ficou brincando ao se lembrar das bebedeiras da Oktoberfest. Assim que consegui as informações eu voltei para casa, era hora de arrumar as malas e tomar um banho - já estava vencendo um prazo de 24h. Arrumei todas as roupas e etceteras que eu trouxe e fui para debaixo da água, ao menos assim pensava que iria ser meu banho. Há uma banheira, não um simples ralo e chão. Das torneiras de quente e frio sai uma mangueira de metal que conduz a água até um distribuidor de plástico dos gotejos de água. Pensei que tomaria banho de gato pelo resto da minha estadia aqui, afinal seria molhar com a mangueira e então ensaboar e molhar novamente. Mas depois de um tempo me toquei que havia um suporte no alto de um dos cantos, e com um formato estranho. Era um encaixe para este distribuidor. Fiquei feliz ao saber que eu tinha um chuveiro.
Mas ainda enquanto eu estava sujo os outros estudantes daqui me chamaram para um café à céu aberto. A conversa foi agradável, mesmo eu estando ainda meio tímido. Perguntaram se eu preferia ser chamado de João; Adolfo; ou João Adolfo. Apesar de sempre me apresentar por Adolfo, não me importo que me chamem por João. Brincaram que João há demais em Portugal e que Adolfo lembra Adolf Hitler. Então uma francesa deu o veredito. Chamam-me de Jado – a pronúncia é um misto de Jado com Giado.
Depois de batizado que fui à reitoria, para depois retornar e me molhar (dentro da banheira mesmo) às margens do Rio Douro (Não é porque eu estava no banheiro que deixei de me molhar às margens do Douro). Foi então enfim a concretização do nome Jado. Ao que e consta um batizado só é completo depois que alguém sai molhado.
Enfim, pira minha. Continuo o mesmo Adolfo de sempre.
Então finalmente saí de banho tomado para as ruas de Porto.
Passei pela reitoria, desta vez me sentindo asseado, e entrei na Rua da Cedofeita – é como se fosse a Rua XV, de Curitiba. Muito comércio em uma parte calçada e há também uma parte de pavimento asfáltico. Achei um mercado que só vende frutas, foi útil pois comprei banana, laranja e cenoura – não comprei nada acima de noventa centavos de Euro por kilo. Não achei ainda um mercado em que eu possa comprar produtos de limpeza e outros tipos de alimento, mas com o miojo que eu trouxe mais estas frutas não passo fome por um tempo – tempo suficiente para achar um mercado maior. Na minha saída enquanto sujo entrei na loja de um chinês para procurar pelo cabo, não encontrei. Na Rua da Cedofeita encontrei outro estabelecimento chinês e achei por dois Euros um adaptador para a tomada do meu lap top. Fiquei aliiado, pois até então eu achava que não ia conseguir mandar e-mails. Com a sacola de frutas na mão fui até o campus de jornalismo. Não procurei nenhuma informação sobre matrícula por enquanto. Só fui ver como e onde era. Na volta finalmente me deparo com um orelhão. Mas preferi não ligar ainda para o Brasil, pois apesar da aparência tranquila da cidade eu evito tirar meu mapa no meio da rua e falar em português com sotaque brasileiro nos ruas. Eu estava com uma sacola na mão e ia me bater demais tentando ajustar o cartão internacional – é preciso digitar até um código para que idioma uma gravação vai te atender. Voltei para o Bairro Ignez e aqui estou. Ahhh sim! Preciso dizer que durante a conversa do café ao ar livre comentei o caso da aeromoça que ofereceu água com gases para um passageiro e disseram aqui que foi só infelicidade dela, pois aqui também se diz água com gás. Continuando: Liguei esta jostinha (eu gosto do meu lap top, mas apelidei ele carinhosamente de jostinha) na tomada e comecei a escrever. O Aris chegou do campus de arquitetura e começamos a conversar, acertamos como será a limpeza e eventuais despesas. Ele é bem legal. Não fuma e nem é louco. Era uma das minhas preocupações quanto ao fato de dividir um apartamento com alguém. Ele é bem organizado e pelo jeito vai ser fácil de dividir o apartamento com ele. A espanhola que citei no texto anterior e uma amiga italiana do Aris nos convidaram para comer na casa delas. Aris citou que é frequente o povo comer junto, e que costumam juntar bastante gente num só lugar. Vou deixar escrito o nome do meu colega de apartamento como já está escrito, mas acabei de descobrir que se escreve: Ares.
Enfim. Não como nada desde às sete da manhã, mas é porque mal parei e também não senti fome. Estou me sentindo vazio – de estômago vazio.
E nem me aprofundarei sobre estar vazio sem a presença da Celina, pois sem isso eu não estarei 100%, não importa o que aconteça por aqui.
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