Estou com sono, e não são nem oito da noite.
Coisas que deixei de citar:
Aqui há emos. Só que são um pouco diferentes dos do Brasil, eles choram em com o sotaque lusitano.
Havia uma Mercedes caríssima, até mesmo para os padrões daqui, tocando Ivete Sangalo em volume muito alto.
Lenine vai fazer um show aqui. Simplesmente tenho asco do trabalho dele e ele aparecerá em Porto... tinha tanto lugar no mundo...
O garfo da cantina da faculdade é tão reto e sem curvatura quanto uma faca.
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Saí então para fazer a matrícula de jornalismo, cujo prédio fica atrás da faculdade de direito, lá na faculdade de letras. Estranho ter de fazer a matrícula lá. Sei que é porque envolve letras, mas botam a gente para bater perna! No caminho avistei mais uma loja chinesa! A terceira. Mas enfim, se não vendem pastel não há o que comprar lá... por mais que uma loja chinesa tenha me vendido o adaptador que me permite colocar esta jostinha de lap top na tomada. Na volta me deu uma fome sem explicação, mesmo para quem estava andando o dia todo. Da faculdade de Letras (a matrícula só farei amanhã no fim das contas) voltei para casa com a fome aumentando a cada passo. Não tenho motivos para passar fome, comi bem e comprei frutas no mercado. Chegando aqui comi duas das bananas que comprei – elas são muito mais gostosas que no Brasil – e duas das três laranjas. Descasquei as laranjas com uma faca gigante (aqui temos poucos talheres, e menos ainda afiados) e as comi. O curioso é que são extremamente mais gostosas que no Brasil. Provavelmente porque são tipo exportação. De pegar a laranja na mão a pressão já fazia ela pingar suco. Devo ter tomado o equivalente à três caixas de vita-c nessas duas laranjas, e como eu as havia deixado no frigobar... estavam tão geladas quanto gelo.
Fui então ligar para minha loira. Usei um cartão internacional que dá direito a usar o telefone por noventa minutos, e paguei cinco euros no cartão. Achei um preço bom. Gastei somente quarenta centimos de euro conversando com a dona das minhas saudades.
Não sei se vou para Braga ou para outra cidade que o povo daqui me chamou para ir – querem ir olhar o carnaval. Braga vai ter pessoas que terei conversas mais divertidas e que podem me orientar um monte. Na cidade aleatória aí vou para ver um carnaval lusitano. Não sei qual rende mais. Mas tenho pendido por Braga. Decidirei ainda. E outra coisa que consegui do pessoal daqui é um celular, a moça cuja nacionalidade ainda é uma incógnita para mim vai embora dia vinte e seis – poderei comprar no dia vinte e cinco o celular dela por sete euros. O ship a escola cedeu. A universidade deu também um vale compra de trinta reais para aparelhos telemóveis, como aqui chamam. Só há um porém, os vales estão vendicos desde o fim do ano passado, pois a empresa não enviou novos e nem renovou os antigos. Vou tentar usar o vale vencido, o máximo que podem dizer é não. Mas acho que vou ficar com o celular da moça que acredito que nunca saberei a origem.
Fui finalmente ao mercado, mercado de verdade. Mas nada de super. Ele seria o equivalente à Piegel, em Curitiba. Com onze euros e novena e cinco centimos dá para comprar muita coisa, principalmente se for da marca do próprio mercado – Pingo Doce. Não há um só produto que o Pingo Doce não ofereça um similar e mais barato, economizei muito com isso. E são e boa qualidade. Ao menos neste mercado me cobraram dois centimos por sacola plástica, peguei três. Não fiz muita questão de pagar as sacolas porque ao invés de sacos de lixo estou usando sacolas para tudo. Mas claro que vou levar tudo na mochila da próxima vez, e só quando precisar de sacolas comprarei.
Tirei algumas fotos do Bairro Ingnez e do meu apartamento, postarei no blog.
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