quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Aula morta em bom prol.

Meio cansado para escrever, mas vamos lá.
Não acordei para as aulas da manhã, pois meus colegas de jornalismo de Curitiba me convenceram que antes de possivelmente perder tempo com a matéria de Comunicação Empresarial deveríamos checar com a coordenadora co curso no Brasil se a ementa bate com a Comunicação Empresarial que fizemos no Brasil. Se for possível eliminar, melhor. Não perdi aula nenhuma ao deixar de ver esta, pois temos duas semanas para escolher as matérias e só então fazer a matrícula final.
Pela manhã fiquei aqui pelo Bairro Ignez mesmo, esperando o horário do meio dia, quando deveria estar na sala para ver uma aula. Como ainda estão acontecendo apresentações a aula teve só uns vinte minutos e então fomos dispensados. Houve uma aula de apresentação também que começou às duas, mas eu e meus amigos não comparecemos, pois havíamos ido para a Universidade Fernando Pessoa para fazer uma matrícula num congresso de jornalismo. O congresso é só em abril, mas será com jornalistas famosos daqui e que comentarão a comunicação na Europa. A inscrição custou 25 euros, mas valerá a pena – aliás o travesseiro de penas de cisne que 25 euros podem comprar. Dará mais sentido a um curso de jornalismo na Europa saber como é esse ambiente aqui. Descobrimos lá que só poderíamos ser atendidos duas e meia, estávamos com fome e ainda faltava uma hora. E já que estava lá sem fazer nada comi uma francesinha e meia. Francesinha aqui é um prato típico. Postarei foto ainda, mas se constitui de um ovo, pão, presunto, carne, salsicha e um tempero bem forte – mas que adorei. Como pedidos uma francesinha especial também acompanhavam batatas fritas. Cada um pediu sua bebida e começamos a comer – quando digo cada um me refiro aos brasileiros: Fernando, July e Vanessa. A July e o Fernando dividiram uma francesinha e não passaram fome, a Vanessa não deu no couro e só aguentou comer meia francesinha. Terminei o meu prato e ainda comi a metade da Vanessa. Fizemos então a matrícula e voltamos para nosso campus. No caminho passamos por uma tenda bem grande que fica em frente de uma estação de metrô que tínhamos de passar. Entramos e vimos vários livros, quase levei um do Truman Capote, mas eles não aceitavam crédito, só débito. Não pude pagar com dinheiro porque os 25 euros da matrícula foram bem mais do que eu imaginava. Estava sem dinheiro o suficiente. O curioso é que nos meio dos livros considerados comuns havia vários livros de kama sutra e quadrinhos eróticos. Além de livros de como fazer seu próprio porno caseiro. O instigante é que a idéia da tenda é fazer as pessoas comprarem livros para ler no metro. Contraditório, mas interessante.
Depois de rir da disposição dos livros voltamos ao Campus e tentei ligar novamente para a Celina, já havia ligado antes e novamente não consegui. Ela é difícil de se falar! O sex shop que citei anteriormente – 68+1 – fica perto da faculdade. Para passar o tempo que teríamos de esperar para a aula das seis horas fomos visitar o lugar. Vimos coisas inusitadas mas nada de tão variado. O artigo mais audacioso lá é um pole dance portátil.
Chegou a hora da aula e eu e a Vanessa fomos de elevador para o andar, enquanto a July e o Fernando – que já conheciam a velharia – foram de escada. Cheguei bem no andar certo, mas não há porta interna do elevador, quando ele sobe é possível ver a divisão de concreto dos andares e as portas do elevador que estão fechadas.
Chegamos então na sala e começou a aula. Como há uma estudante da Letônia o professor deu a aula de introdução em inglês, entendi tudo se dificuldade, mesmo com o sotaque luso dele. Essa é só uma das turmas que irei frequentar. Ainda conhecerei outras turmas e outros professores.
Voltei para casa e preparei meu último miojo. Estou realmente com saudade da Celina e não consegui falar com ela.

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