segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Carnaval sem festa

Ao acordar já me meti sob a água que agora sei porque começa a esfriar. Há um limite de água quente por banho. Depois de um tempo o reservatória para água quente se enche novamente. Isso é para desestimular muito gasto. Até que o tempo não é ruim, mas necessita de pressa para se tomar o banho. Comi uma laranja e fui para a reitoria, encontrar meus colegas de jornalismo da faculdade em Curitiba. Desta vez os encontrei e conhecemos muitos brasileiros que vieram estudar em Porto – mas diversos cursos. Ouvimos muito falar sobre o carnaval em Ovar, cidade ao sul de Porto. Demora-se cerca de trinta minutos de metrô para chegar lá. Combinei com meus colegas e irmos e só voltarmos amanhã de manhã. Mas como estou escrevendo isto, significa que não fui. Depois de sair da reitoria fomos à faculdade de letras cuidar da matrícula de uma colega. Contávamos com o refeitório de lá para saciar em especial a minha fome, que já ganhava a corrida em comparação com as demais. O atendimento à colega só poderia ser feito às duas e o refeitório estava fechado – véspera de carnaval. Fomos então comer num shopping próximo. Comi num restaurante chamado Chimarrão e que comercializa comida brasileira. Comi um prato feito muito bom por quase quatro euros. Não pedi bebida pois a latinha de refrigerante estava custando um euro e quarenta centimos, a água estava por volta do mesmo preço. Como estava acompanhado por amigos que eu sabia que pediriam bebida, esperei a oportunidade de beber do que eles haviam pedido. Talvez eles leiam isso, mas também não faço muita questão de esconder. Passamos num mercado chamado Froiz e comprei uma bolacha gigante e muito gostosa. Faltava uma bolacha para o famoso: de vez em quando. Ela é bem mata fome, mas não por ser grande, e sim pela difícil digestão. Precisávamos comprar um adaptador de tomada – o mesmo que precisei – para a minha colega Vanessa, mas ela precisava fazer a matrícula. Fui então para casa e eles foram cuidar da matrícula dela. Para unir a necessidade dela de um adaptador de tomada e a minha de um creme para combater a pele seca do meu rosto marcamos de nos encontrar num pondo da Rua Cedofeita onde há o chinês em que comprei o adaptador e uma farmácia. Fomos então á casa dos meus amigos. Fica numa cidade ao sul se porto – Vila Nova Gaia. É próximo e faz fronteira com porto. Como de Curitiba para Piraquara há também contato entre as cidades. Eles moram numa casa grande e com bem mais conforto do que o lugar em que estou, e ainda pagam mais barato. Mas para mim compensa muito viver no meio de um bocado de gente de fora e ainda poder voltar à pé para casa. No final das contas descobrimos que ficaria difícil voltar de Ovar para Gaia. Teríamos de esperar no mínimo até seis da manhã para voltar à Gaia. Como estou instalado e Porto eu poderia ter ido com o pessoa l do Bairro Ignez tranquilamente, mas preferi não. Há um comboio saindo de hora em hora de Ovar para o centro de porto. Comemos e ficamos nos divertindo jogando conversa fora, como fizemos com os brasileiros que conhecemos na reitoria. Voltei para casa cerca de oito da noite e só fiz deixar a mochila sobre a cama que fui conversar com as pessoas aleatórias que estavam reunidas nas mesas que ficam fora das casas aqui no bairro. Uma estudante francesa de medicina me perguntou sobre o Brasil, pois pretende ir para lá. Expliquei muita coisa do nordeste e do sul. No fim das contas retornei ao meu relento para esperar minha loira entrar no msn ou não. Só a possibilidade dela entrar já me move a esperar horas na frente desta telinha 10X15.

Frase do dia: Quem converte não se diverte.

Sobre como as coisas parecem baratas aqui até que se pensa em reais.

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