18.02.09
Descendo do avião entrei na fila para apresentar o passaporte. Foi tranquilo, o curioso foi ver algumas passagens de leitura biométrica. Algumas pessoas possuíam passaporte eletrônico e precisavam ser identificadas através dos equipamentos: Scanner de digitais e leitor da íris. Eu estava na fila com a Fernanda e passamos sem problema. Minha mala já estava na esteira, a peguei e fui para a alfândega. Foi extremamente tranquilo, o funcionário viu meu passaporte, conversou comigo e mal abriu minha mala – chegou somente a abrir, perguntar se eu estava levando nada do que devia e me mandou seguir quando respondi: Que eu saiba, não. A Fernanda demorava para chegar e os amigos dela, que estão estudando jornalismo em Braga estavam com um papel com o nome dela escrito. Como havia me separado dela e aguardaria para me despedir falei com os amigos dela e começamos a conversar. É um grupo grande de brasileiros que está em braga. A maioria de Bauru, e um de Franca. Fui no posto de turismo do aeroporto para saber como chegar ao Bairro Ignez de ônibus. Fui bem atendido e paguei somente *caçando uma teclina que tenha o símbolo de euro* £1,45 num ônibus que não demorou e rodou bastante pela cidade antes de chegar no ponto final, que era onde eu deveria descer.
Antes de falar como foi no ônibus já adianto uma pérola da língua portuguesa – de Portugal. Chamam água com gás de água com gases. Eu já não bebo água com gás, e aqui estarei bem mais longe de fazer isso.
No ônibus foi tranquilo, assim que ele saiu do aeroporto passou por um bairro residencial que lembra as ruas do Recife Antigo, bem estreitas e com casas bem coloridas. Mas ao menos as casas não chegavam a ser com dois andares e nem uma dividindo muro com a outra – como é no Recife Antigo. O ônibus tem preferência nos semáforos, às vezes antes mesmo de chegar no sinal verde o sinal amarelo já pisca com as letras: BUS. E assim os ônibus andam um pouco mais rápido. A única coisa irritante do interior do ônibus foi a repetição incessante da próxima parada. Em Curitiba há o anúncio da próxima parada uma única vez. Aqui o anúncio se repete inúmeras vezes antes de parar no local e a repetição acontece com tempos aleatórios, algumas vezes repetindo três vezes em menos de um minuto – eu contei no relógio. Talvez fosse um defeito no sistema de anúncio daquele ônibus, mas descobrirei isso quando pegar outro. Ví três viaturas policias no caminho, sendo uma delas do batalhão de choque. As viaturas normais são Toyota.
Fora do centro o trânsito é tranquilo, até demais. No centro o bicho pega, mas é organizado, até demais também.
Ainda contarei como foi chegar no Bairro Ignez – não foi muito fácil. Mas primeiro vou dar um flashback nesta narrativa, falar sobre o desembarque no aeroporto.
Conheci muita gente – os amigos da Fernanda. Todos estudam em Braga. De todo o grupo fiz amizade com um brasileiro japonês chamado Felipe e uma brasileira chamada Thaís. Pelo jeito arranjaremos viagens juntos - eu e os estudantes de Braga e quem mais quiser. Pretendo ir à Braga, pois já tenho onde ficar por lá e eles pretendem vir para Porto, mas não se se poderei deixá-los no Bairro Ignez. Perguntei algumas tantas coisas sobre viver aqui e depois de saber de muita coisa, pretendo comprar um celular – custa cerca de £10 nas promoções e é por recarga. Se comprar um desbloqueado é capaz de funcionar no Brasil. Marcamos, por alto, uma expedição à Óbidos e à Serra da Estrela.
Nota: Amanhã procurarei fazer a matrícula.
Continuando a narrativa do desbravamento das margens do Douro em busca do bairro Ignez.
A paragem final (aqui é paragem, a decolagem é descolagem... além de outros termos estranhos) fica numa praça no fim da Rua da Restauração. Pedi informações para guardinhas na rua e eles me indicaram a Rua da Bandeirinha, que é por onde se desce até o Bairro Ignez. Andei no sentido contrário da Rua da Restauração até chegar no Largo de Viriato, dele surge a Rua da Bandeirinha. O bairro inteiro é de construção bem antiga e só há paralelepípedos, não foi muito fácil arrastar a mala nessas ruas. Não pensem que pela calçada fica mais fácil, paralelepípedos tão espaçados quanto os da rua compõem a calçada. Estava descendo pela rua da Bandeirinha quando me deparei com um convento. Avistei uma freira saindo e esperei ela sair, pois pretendia pedir informações. Ela conhece o Brasil e me recebeu bem, conversei com ela e ela disse que qualquer coisa que eu precisar é só dar um pulo lá. Não pretendo aparecer, mas se precisar pelo menos é perto daqui. Após descer um bocado pela rua da Bandeirinha há de se subir para chegar no alojamento. E não foi mais fácil que descer. Tudo é muito bonito, mas deu uma canseira levar quase quarenta quilos de mala. Assim que encontrei o Bairro Ignez já me deparei com José Oliveira, o administrador daqui. Ele fez meu check-in e me apresentou o bairro. Já conheci um bocado de gente, sendo na maioria italianos. Há uma espanhola e uma francesa. Sou o único brasileiro. Todos falam português muito bem. Pretendo mandar fotos assim que desenterrar a máquina do meio da mochila. Meu colega de quarto é italiano e estuda arquitetura, o nome dele é Aris. Parece simpático, chegou a me oferecer uma macarronada que ele iria preparar. Respondi: Não vou negar. Afinal era uma macarronada preparada por um italiano, mas houve alguma falha na comunicação e ele entendeu que eu não queria. Próxima vez que falar com um estrangeiro é: sim ou não. Assim que arrumar as coisas, me arrumar, bater umas fotos e o que mais precisar vou ao mercado me precaver contra fome. Já sei onde fica e também procurarei um orelhão.
A paragem final (aqui é paragem, a decolagem é descolagem... além de outros termos estranhos) fica numa praça no fim da Rua da Restauração. Pedi informações para guardinhas na rua e eles me indicaram a Rua da Bandeirinha, que é por onde se desce até o Bairro Ignez. Andei no sentido contrário da Rua da Restauração até chegar no Largo de Viriato, dele surge a Rua da Bandeirinha. O bairro inteiro é de construção bem antiga e só há paralelepípedos, não foi muito fácil arrastar a mala nessas ruas. Não pensem que pela calçada fica mais fácil, paralelepípedos tão espaçados quanto os da rua compõem a calçada. Estava descendo pela rua da Bandeirinha quando me deparei com um convento. Avistei uma freira saindo e esperei ela sair, pois pretendia pedir informações. Ela conhece o Brasil e me recebeu bem, conversei com ela e ela disse que qualquer coisa que eu precisar é só dar um pulo lá. Não pretendo aparecer, mas se precisar pelo menos é perto daqui. Após descer um bocado pela rua da Bandeirinha há de se subir para chegar no alojamento. E não foi mais fácil que descer. Tudo é muito bonito, mas deu uma canseira levar quase quarenta quilos de mala. Assim que encontrei o Bairro Ignez já me deparei com José Oliveira, o administrador daqui. Ele fez meu check-in e me apresentou o bairro. Já conheci um bocado de gente, sendo na maioria italianos. Há uma espanhola e uma francesa. Sou o único brasileiro. Todos falam português muito bem. Pretendo mandar fotos assim que desenterrar a máquina do meio da mochila. Meu colega de quarto é italiano e estuda arquitetura, o nome dele é Aris. Parece simpático, chegou a me oferecer uma macarronada que ele iria preparar. Respondi: Não vou negar. Afinal era uma macarronada preparada por um italiano, mas houve alguma falha na comunicação e ele entendeu que eu não queria. Próxima vez que falar com um estrangeiro é: sim ou não. Assim que arrumar as coisas, me arrumar, bater umas fotos e o que mais precisar vou ao mercado me precaver contra fome. Já sei onde fica e também procurarei um orelhão.
Aqui parece bem seguro, e é lindo.
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