17.02 .09
Bom, ignorem erros de digitação e a fonte possivelmente grande. Meu dedo dá umas 4 teclas deste notebook e a tela é de sete polegadas de um anão. Enfim, o lap top é pequeno.
Descobri que ele veio com bateria cheia ainda no aeroporto de São Paulo, mas não consegui me conectar à rede wi-fi pois havia necessidade de provedor. E como não tinha senha e etc não foi possível mandar e-mail.
Enfim. Já ocorreram percepções estranhas do mundo lusitano. Em frente ao portão de embarque 14B, de Guarulhos, havia um casal lusitano de idosos. Nada de anormal até aí. Se não fosse pelo bigode... dela... que era maior que minha barba rala e mal feita. Um buço lusitano feminino cultivado há anos, para estar daquele tamanho. Tentem pensar no personagem Jabba, da série estar Wars, de bigode. Era semelhante à senhora.
Percebi na sala de embarque vários brasileiros - muitos deles estudantes e pessoas aleatórias.
Já no voo: Eu estava sentado na poltrona 39G – sendo esta poltrona a do corredor direito do centro do avião, que contém três fileiras de poltronas – quando uma mulher de cerca de 35 anos puxou conversa à toa comigo. Não havia de dar importância, respondi sem dar margem a novo assunto – ela colocava o rosto mais próximo que o normal dos meu rosto.
Já no voo: Eu estava sentado na poltrona 39G – sendo esta poltrona a do corredor direito do centro do avião, que contém três fileiras de poltronas – quando uma mulher de cerca de 35 anos puxou conversa à toa comigo. Não havia de dar importância, respondi sem dar margem a novo assunto – ela colocava o rosto mais próximo que o normal dos meu rosto.
* Lembrando que estava sozinho em minha fileira*
Nisso entram as aeromoças segurando cada uma um spray e borrifando pelo corredor inteiro – na altura da ventilação – um líquido que nenhum dos passageiros soube dizer o que era, afinal todo mundo começou a se olhar e rir da pose de modelo das aeromoças enquanto executavam o que mais tarde vim a descobrir que era um spray contra mosquitos – não resisti de pergunta à uma delas. O fato gerou um clima de descontração, em que todos os outros passageiros ao meu redor começaram a interagir – não fiquei de fora. A mulher que chega perto demais do rosto de desconhecidos começou a ficar inquieta e conversar predominantemente comigo, eu sempre sem dar importância. Ela me perguntou o que eu iria fazer, e no final das contas disse que iria estudar jornalismo. Assim que pronunciei isso a agora minha conhecida Fernanda também disse que iria estudar jornalismo. Sentei ao lado da Fernanda para conversar e o serviço de bordo não tardou. No início eu pensei que ela iria para Porto e ela pensou que eu iria para Braga. Ela não irá para Porto e nem eu para Braga. Nessa altura a comida havia chegado. Já que é um voo de aproximadamente dez horas eu pedi vinho, dormir embriagado me faz ter as minhas melhores noites de sono – quando estou sozinho. Não consegui dormir e minha conversa com a Fernanda ia rendendo curiosidades: Lá em Portugal um lanche popular é conhecido como prego e martelo, leia-se como carne e pão.
A comida passou só uma vez, mas a bebida passou três vezes e nas três pedi vinho tinto. A Fernanda já não acredita que é raro quando bebo, apesar do meu estado levemente alterado – pois sou fraco para bebida e desde meu primeiro copo eu já estava meio tonto. Enfim, a mulher que não respeita a proximidade entre rostos estava agora sentada à minha frente e conversando com um, para ela, desconhecido. Não passou muito tempo ela estava ficando com ele aos amassos. Ela trabalha com moda e ele com eventos, em Londres. As luzes estão apagadas e os dois continuam – diz a amiga desta mulher que é por que ela tem medo de avião, mas como diz a música: é por esse motivo que se pega na mão. A Fernanda está dormindo no assento do lado e já estou sóbrio. O avião está deixando a faixa de terra brasileira para entrar no Atlântico – isso se deu próximo à cidade de Mossoró. Sei disso pois há um mapa atualizado constantemente nas televisões. Já li uns capítulos de Musashi para saber qual o destino de Maramahachi e seus atos sem caráter; Sasaki Kojiro, o promissor espadachim emo do Japão medievel; Musashi, que anda mais desaparecido que pinguim em deserto; e também de Otsu, que rumava para Outsu como refém de Matamarachi, e Akemi, que virou meretriz após infelicidades da vida.
A mulher que trabalha com moda e o brasileiro que trabalha com eventos em Londres estão aos estalos em forma de beijo e a cabeça dela pende cada vez mais para baixo. Se pudesse dar um conselho para ela diria para ter cuidado com possível turbulência, que aliás não é pouca neste voo sobre o Atlântico.
Estou com muitas saudades da Celina e não vejo a hora deste período Lusitano acabar, par voltar para o aeroporto e encontrar minha loira me esperando.
Rá! Não dá nem para tecer um texto sobre minha saudade que acaba acontecendo algo ainda mais curioso neste avião: Parece que o casal de desconhecidos foi para o banheiro. Mas ao que tudo indica é só impressão. Estão já voltando. Deve ter sido rápido - se foi.
Enfim. Estou com saudade da minha querida, e prometo não engordar o quanto este porta-passaporte me faz parecer gordo, com esta camisa justa.
Bom, narrar mais fatos quando houver um acúmulo de saudades da minha querida ou quando mais coisas anormais acontecerem, ainda neste avião ou por Porto.
Ahhhh, sim. Ouvi as aeromoças usando a expressão: Assim e assado. Como usamos no Brasil e me recordo de ter perdido uns décimos de ponto em uma apresentação de um trabalho da faculdade por ter a usado duas vezes. Pois é, o assim e o assado também estão em Portugal. Tendo origem lá ou no Brasil. Digo “lá” para Portugal pois ainda estou sobre o oceano.
PS: Um dos motivos das três taças de vinho foi a turbulência, se eu fosse morrer que ao menos acreditasse que estava no Hopi Hari.
PS2: Comentei com a Fernanda que esse avião pode cair mas eu sobrevivo, pois tem um amor me esperando no Brasil.
PS3: O ps1 e o ps2 foram contraditórios sobre morte ou não. Mas ignorem.
PS4: Pretendo ir o quanto antes para a cidade de Óbidos, fotografar. Isso, claro e obviamente dependendo da minha aquisição, ou não, de uma máquina digital profissional. Mas podem contar com fotos de Porto bem cedinho, se eu conseguir conectar esta pequena josta na internet.
PS5: Josta não foi erro de digitação.
PS6: Bah! É tempo de eu reler o texto que realmente acontece alguma coisa com o casal de desconhecidos. Pelo jeito a intimidade que ela tem com o rosto das pessoas já se adaptou às partes íntimas do moço que mora em Londres. Sem exageros, aconteceu um oral no banco da frente. E quem me chamou atenção para isso foi a Fernanda, que já acordou do cochilo.
PS7: Um dos filmes que se pode optar por ver é High School Musical. Me lembra Disney, que me lembra que a Celina já trabalhou lá, que me lembra a falta imensa que ela já faz.
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