sexta-feira, 27 de março de 2009

Beira - Mar

Isto não é bem uma atualização. Este post é somente um meio de dividir um texto.

Fui ver uma reunião de um grupo de teatro e ouvi declamações de poemas. Já comento sobre o o assunto dos poemas que usei para escrever o texto a seguir - É texto em formato de poema, não é uma tentativa de poesia:


Beiras


A olhar, só céu
Sabendo que vou ao inferno
Cedi à fraqueza da carne
A minha agora é fraca
Além da dor e alguns sentidos
Flui a incapacidade

Ah... bondosa foice
E num sibilo circular
Anuncia-se

Nacos de nuvens cadenciam
Como raios no mesmo ponto

A última imagem
Antes de perder os olhos
Era do albatroz algoz

Anunciando a morte alada
Asas negras

Trazendo paz
No corpo branco

Sangue tingiu como vinho
O pó bruto de vidro

Aproveitei todos os frutos
Mas preferia cavar a cova
De mãos nuas, sorriso fúnebre
Para então jazer em terra
Tsc... detesto altura.





Cada vírgula e ponto foi intencional, sei que essa oralidade e pontuação não é comum em poemas.

Os dois poemas que me trouxeram este texto margeiam os seguintes assuntos:

- Aproveitar a vida e morrer sozinho, em paz e feliz

- Vergonha dos fatos vividos e ser ridicularizado por isto

Foram só a inspiração, não identificação - ressalto.

No mais, o blog continuará sem atualizações.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Atualização

Este blog deixará de ser atualizado. Não há data prevista de novas postagens.


Para ajudar na continuidade do blog ajude um estudante:



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Deposite aqui uma moeda.


Quero ver no mínimo dois euros sobre o meu teclado quando eu voltar, por visita.


Motivos da não atualiação? Desculpe mas ninguém saberá.

Quando e se voltar um e-mal será encaminhado aos que interessarem. 


terça-feira, 24 de março de 2009

Lisboa


Contar de Lisboa. Foi extremamente divertido.


Lista de lugares que fui:


Noite do Bairro Alto.

Bares das Docas.

Arena de Touros.

Teatro Nacional.

Praças diversas.

Castelo de São Jorge.

Praça das Nações.

Centro Comercial Vasco.

Oceanário.

Bares perto da Praça das Nações, similares aos da Doca.

Igrejas aleatórias.

Fundos do Museu de Arqueologia – estava em reforma.

Centro Comercial Oriente.

Muito Metrô.


Em dois dias.



Assim que embarquei no trem para ir à Lisboa já me senti bem, adorei as instalações do trem – mesmo estando na classe econômica e lembrando um pouco um avião. Meu vagão era logo após a primeira classe, e entre a primeira classe e a econômica havia um vagão somente para o bar. Não estava com fome e nem sede – havia levado bolachas e água na mala. Mas a iluminação e organização do bar me levou até lá. O serviço de bordo – pago – e o bar é feito por uma empresa chamada Latitudes, e o cardápio era de sanduíches temáticos de vários lugares da globosfera. Já que estava lá acabei pedindo um sanduíche de salmão – era o mais barato. O que dizer sobre dois pães com vários temperos e recheios no meio? Ainda mais a carna característica de hamburger tendo sido substituída por salmão cru, como no Japão. Era bom demais. Valeu a pena.


Assim que cheguei liguei para a Marina, minha amiga que está estudando fotografia e música em Lisboa. Foi fácil acha-la na estação depois de ter ligado. O tio dela me esperava junto com ela. Ele veio para Portugal há cerca de quinze anos e a recebeu faz cerca de seis meses.

Da estação fomos direto conhecer o bairro alto. Estava de mochila nas costas ainda. É um bairro quase todo de estudantes. Basicamente são bares no térreo e nos andares acima repúblicas, mas não é um prédio ou outro perdido no meio de construções normais. Predominantemente eram de repúblicas e bares. Em cada rua havia um público diferente. Há a rua dos roqueiros, gays, maconheiros... etc. Mas as drogas circulam por todas as ruas. Mais para frente conto como é fácil conseguir drogas em qualquer ponto de Portugal. Saindo do Bairro alto fomos às Docas. Havia vários barcos ancorados, daqueles que dá vontade de morar em um. Pequenos em maioria, mas que perfeitamente acolheriam uma vida humana.


Em bar nada mais se faz que não conversar e olhar outras pessoas. Digo que em Lisboa há mais mulheres bonitas que em Porto. Os homens de Porto deveriam migrar para Lisboa e os de Lisboa para Porto. Assim ficariam cidades divididas por beleza. Lisboa pessoas bonitas, Porto feias.

Ou fazer uma migração contrária, ou eu parar de devaneios. Mas a quantidade de gente bonita por metro quadrado aqui é menor que no Brasil.


Bom, dormi e não sonhei... então nada a contar sobre meu sono, só conto que dormi profundamente. Confortável demais a cama em que dormi.


Primeiro destino de sábado foi a Arena de Touros. Pode-se ver a arena em fotos de Lisboa postadas abaixo. Não pude entrar pois estava fechado até para visitação. Parece que para entrar lá agora é somente em shows. Deixo a descrição da arena para a foto. E deixarei em geral para as fotos.


Pegamos o metrô e fomos para o pé do Castelo de São Jorge. São duas praças e nas duas há uma alta com centração de etnia negra. Diferente de Porto, onde há poucos negros. Nas praças pudemos ver o Teatro Nacional, mesmo não podendo adentrar, e a Estação Integrada de Transportes. Há foto de ambos. O que mais me chamou atenção no Teatro Nacional foi o Café. Em cada lugar para sentar há uma lâmpada sobre dentro de uma luminária em forma de cartola. Quem senta em um banco fica sob a luminária.


Em seguida eu e a Marina fomos ao que foi a parte mais divertida do passeio, não pelo lugar em si... mas pelo proveito que tivemos. Castelo de São Jorge. A Marina queria praticar inglês e estávamos em um ponto turístico lotado de turistas europeus. A maioria entende inglês, mas isso não era problema. O castelo é lindo e dá vontade de morar nele, mas a descrição fica para as fotos mais uma vez. Conversamos em inglês *estou conseguindo falar com uma fluência trocentas e duas vezes melhor do que eu conseguia há uns quatro meses... imagino que seja também porque diminuiu horrores a gagueira*. Passei por estadunidense. Brincávamos conversando em inglês: In E.U.A we dont see things like that. E as pessoas ao redor pareciam acreditar. Mas isso não é divertido, o legal é depois de falar em inglês falar algo em português. Ainda não está clara a brincadeira... mas vejam o exemplo:


Eu e Marina descendo uma escadaria, com dois ingleses descendo à frente:


Eu – I hate brazilians.

Marina – Why?

Eu – They are everywhere! They split everywhere!


Ingleses ouvindo atentamente a conversa


Marina escorrega em um degrau


Eu, em português – Marina! Cuidado!


Ingleses olhando confusos e com cara bizarra


Conversamos aleatoriamente com frases decoradas em japonês, cantamos em francês – mesmo que só dois minutos – imitamos sotaques e etc.


Para variar imitei o sotaque nordestino, e no meio da conversa cheguei à máxima: I`m bad, I`m bad, como diria Michael Jackson. Enfim, houve alternância entre sotaque e línguas também.




Quando saíamos do castelo duas japonesas iam entrando. Fiz o V da vitória, um olhar estranho e falei: Yoroshiku. Que significa: prazer em conhecer. Minha expressão foi mais ou menos assim: ò.óv


Mas descobri que eram chinesas e não entenderam nada do que eu fiz.

Para reconhecer um japonês é só ouvir. As frases costumam ser assim:


Watashi wa Adorufu desu.

Anata dare deska.

Sugoooooi desu ne.


Sempre algo do gênero. Para descobrir se é de origem chinesa é só ouvir:


Pan wa nien nien Ou pion dui.

Moe tie tai fan fun.

Eu fun fei nai.


Coisas do gênero.


O último episódio com línguas foi quando descíamos a rua para voltar ao metrô. Conversávamos em inglês e uma portuguesa nos abordou com um panfleto de um show. Ela se esforçou para falar em inglês conosco e no fim eu ainda agradeci falando “obrigado” com sotaque de um estadunidense do Texas. Ou seja.... sotaque de caipira estadunidense falando português. Onde ela nos abordou era em frente a um restaurante, agradeci com sotaque e entramos para ver como era. Não comemos nada. Vimos e na saída fizemos questão de conversar em português, para que a lusitana visse. Tentamos não olhar muito para ela, para não ficar feio. Mas diz a Marina que a senhora lusitana estava rindo da situação.


Próximo destino centro comercial Vasco. Nada mais que um shopping. Mas divertido, pois a estrutura foi feita para lembrar a de um navio... desses de cruzeiro... e tem temática marinha. Perto do centro comercial há a Praça das Nações – em que há bandeiras de tudo quanto é pais que pode-se imaginar – e o Oceanário. Ahhhhh, o Oceanário. Para mim o ponto alto da visita á Lisboa. Há muitas fotos, porém comentarei um pouco sobre. Não é grande, mas perde-se três horas no mínimo lá dentro. Há um tanque central com inúmeras espécies de peixes. A construção toda gira em torno deste tanque central. A iluminação é mínima e provém quase toda de dentro dos aquários. É bem escuro nos corredores e há muita informação sobre os peixes em placas bem elaboradas. Digamos que o tanque central é redondo e está inscrito dentro de um quadrado. As quinas deste quadrado seriam simuladores de biomas: Pólos, há pinguins; Vida marinha costeira, aves que vivem em rochedos; Rio, há lontras; Mata amazônica, ar extremamente úmido e repleto de aves. São dois andares, o tanque central ocupa a extensão destes dois andares; os biomas ficam acima; e os demais aquários menores ficam abaixo. Para mais confiram fotos.


O resto de sábado foi nas redondezas do Oceanário. No domingo vi algumas Igrejas aleatórias, e todas estavam em missa. Por mais que seja proibido tirar fotos bati uma foto secretamente. Não vi nada do que eu enquadrava, mas aqui está:


Ahhh sim, sábado ainda fui ao cinema e assisti The Spirit. Não achei ruim – para quem leu os quadrinhos.


Foto proibida:







No domingo depois das igrejas fomos comer no Chimarrão, o mesmo restaurante que citei às vezes comer em Porto. É um restaurante brasileiro e sempre peço o prato feito:3,98 por arroz, feijão preto, três tipos de carne, uma linguiça, banana e saladinha.


Bom, pelo menos no prato feito vendem alcatra como sendo picanha. Mas não faz mal. Não vou chegar lá e dizer: Cadê minha picanha?


O resto do domingo foi passear no centro comer Oriente e ir para a estação de metrô. Voltei relativamente cedo de lá. Cheguei em porto oito da noite.


E agora estou aqui, planejando o que fazer.

domingo, 22 de março de 2009

Lembranças


Octopus p/Celina. Lembrança do Oceanário. Um bichinho de pelúcia não mata ninguém. =P



Fora de foco - graças a minha cam super moderna e recente diretamente de 2001. Não queria levar chaveiros como lembrança para ninguém... mas esse chaveiro foi feito pensando no Thiago. VIP = Viciado Insaciável Pervertido

Rá! Fotos para Celina



Baunilha.... avelã?


O.o


Aranhas d`água também fazem teias


Lisboa³´²


A loja errada.......... lol


Tanque de água viva - sem gás




Lisboa³


Nina Loy





Lisboa²


Oceanário de Lisboa


Castelo São Jorge




Lisboa




Café do Teatro Nacional



Estação integrada de transportes



Segurador do metrô


Arena de Touradas - Hoje palco para shows

quinta-feira, 19 de março de 2009

Post de ontem:


u

Bom, o blog está causando alvoroço nos leitores. Mais alvorço que Elvis cantava Fever e as fãs desmaiavam de calores, sejam lá que calores forem.





Essa é uma das músicas menos música que eu gosto mais que muito música musicada. Ficou perdido nessa repetição da palavra música? Leia de novo que faz sentido.



De divertido hoje: Trabalho de comunicação empresarial. O tema do meu grupo é Caves de Vinho. E hoje realizamos uma peregrinação às caves. Não bebemos nada, queríamos falar com os responsáveis e tal. Julgo que conseguimos a atenção de umas duas. E dessa atenção provavelmente resultará degustação – quando formos adentrar nos confins do estabelecimento – que é tão importante quanto as informações sobre a comunicação da empresa. Estou colocando sim o álcool na mesma importância que a matéria Comunicação Empresarial. Afinal já fiz essa matéria no Brasil mas tenho de repeti-la aqui por que a diretora do meu curso está dando uma de... não está sendo legal e disse que é preciso repetir aqui. Que seja.


Quando íamos abordar as recepcionistas das caves meu grupo pedia para eu ir. Pois acham que mesmo comparado a um lusitano nato eu falo “bonitinho” e polidamente. Mal sabem ele que meus recursos não só a fala mansa que aprendi na Banda B de tanto explicar coisas aos ouvintes. Há uma pitada de charme ;D. A atendente está se fazendo de mal comida, dou uma piscadinha, mudo para um tom mais afável e me inclino uns milímetros para frente. Além de soltar uma piadinha. Aí a atendente que resiste a isso é porque cola velcro... só pode. Depois de ter explicitado a técnica acho que vou apanhar da namorada. Mas ela mesmo admite que quando saía da aula de idioma franco e ninguém dava a vez ela baixava o vidro, colocava óculos escuros e sei lá... fazia um charme. Diz ela que homem nenhum bloqueava ela, davam vez rapidinho – e mulher nenhuma dava a vez. É... o mundo funciona assim. Sedução.


Hoje percebo que escrevo mais truncado que em dias mais inspiradores, mas que seja.


Não tenho muito assunto hoje. Então postar uma foto:






Eu, Maíra e Renata. Ao fundo uma polonesa aleatória.


Nesse dia fomos na Rua Miguel de Bombarda. Havia uma inauguração simultânea de galerias de arte e comércio, foi uma festa na rua toda. Entramos numa galeria e lá tinha um espaço que era quase uma balada à céu aberto. A bebida: Grátis. Era whisky com um suco de maçã, se não me engano.


Ahhh... descobri que não presta escrever sem aquela gana de escrever.


Mas tentei... amanhã tento de novo, pois se der tempo vou em uma aula experimental de Kung Fu.


sábado, 14 de março de 2009


Yohoho ho Yohohohooooo

Binks wo no sake ni...



Novo wall papel... Brook


Voltando a postar no blog.


E agora João?


O blog expirou


O leitor fugiu




Sejam novamente vindos, não bem convidei ninguém. Como faz dias que não posto vou comentar um geral e depois peculiaridades.


As aulas não são tão melhores quanto no Brasil. Por mais que ocupem muito tempo são poucas as que realmente fazem valer a pena o fato de estar aqui para estudar. Aqui as pessoas fazem comunicação social. Não há especificação da área. Portanto o curso é tão denso quanto barriga de baiacu quando está inchado. É como se o diploma de comunicação social aqui fosse uma bexiga, e o conteúdo dos formandos ar. No Brasil o diploma vale tanto quanto papel higiênico, porém o conteúdo é similar ao de uma bexiga com água. Entenderam?


 oi, eu sou um baiacu


Sim sim, ainda não falei dos dias. Estão meio corridos, porém nada além do normal. Estou trabalhando somente segundas, terça e quarta pela manhã. Às vezes trabalhareis aos sábados de manhã. Ainda comentarei sobre meu trabalho clandestino, acalmem-se leitores e leitoras, não sou garoto de programa, por mais que eu tenha arrumado uma proxeneta aqui. Bom, as história de eu ter uma proxeneta eu ainda explico, nem que seja só para quem eu deva a explicação.


Estou fazendo umas matérias que não imaginei que fosse fazer, deixei de fazer umas que não pensei que fosse deixar. Mas está muito bom. Tenho aulas segundas e terça á tarde. Quarta tenho o dia livre para dar uma de imperador de casa – nunca serei dono de casa, no mínimo monarca – quinta e sexta aulas de manhã e de tarde.




Matérias:


Psicossociologia da Comunicação – uma das melhores matérias

Comunicação Empresarial – o que eu tive em um semestre no Brasil aqui eh ví em duas aulas

Ateliês de Multimídia – há vários ramos da matéria, alguns prestam e outros não... e os que prestam um curso no Senac ensina tanto quanto

Gestão da Informação para Comunicação – só falta a professora brindar com os alunos, pois é conversa de boteco

Políticas e Instituições da União Européia – muito boa mesmo a matéria, porém deixei de pegar uma matéria que também me interessa para cursar esta: Públicos e Audiências. Fazer o que? Tive de optar e uma me ajuda especificamente na área e a outra me ajuda a entender política e contextualização global.


Sobre meu trabalho:


Sou inquiridor. Adorei o nome, soa como exterminador. Mas não posso desligar o telefone com um: Astalavistabeibe. Faço entrevisatas em um call center. Sou aquela pessoa super legal do IBOPE que te liga às oito da manhã perguntando trocentas coisas. Seja eleitoral ou de satisfação. O horário é super flexível e anho por hora, dependendo do meu desempenho. Pretendo ainda conseguir trabalho como garçom em uns barzinhos que tem aqui perto de casa. Seria voltar sextas e sábados de madrugada e me atirar na cama. Pretendo poupar, mesmo sem um motivo especial.


É isso, meus dias tem sido bons. Tenho uns trabalhos para começar a fazer então vou me ocupar mais ainda.




Meu primeiro embate com a máquina de lavar:


Olhei para ela e ela me devolveu um brilho branco diretamente no escurinho do olho, ela me desafiava. Soquei uns botões até uns saltitarem e com auxilio das camaradas instruções escritas soube levar a máquina ao correto funcionamento. Estou usando as roupas em sequência. Só as escuras e depois só as claras, para ter de ter menos contato com a geladeira que serve para limpar. Lembra uma geladeira... vai. No meu primeiro combate com a máquina eu venci, por mais que tenha deixado o soldado da maciez * amaciante * de fora. No segundo combate o amaciante fez o correto papel e foi promovido à futuras batalhas. Mas não venci a guerra ainda. Já desbotei uma camiseta ou outa e hoje mesmo duas mancharam. Darei um jeito nas manchas com lavagens futuras, vai que ajuda.


Enfrentando a máquina de lavar para manter a minha existência higienizada.


Mas roupa para que? Se estou ficando fortinho. Claro que ando vestido, mas já não faria feio na praia:


É, foto ego... porém resultado de dia sim e dia não de pesos. Aumentei os pesos e as séries. Enfim,


Comprei:


Uma guloseima ou outra. Depois de um mês comendo quase a mesma coisa fez bem. As coisas aqui são baratas. Proporcionalmente argumentando.


Um rádio. No vazio do meu quarto e para conhecer as rádios e notícias aqui... um rádio. Lindo o modelo e quero levar para o Brasil, se eu não o vender por aqui quando for embora. Foi meio caro. Meio é eufemismo, mas valeu demais a pena e o chumbo ter adquirido. Faz a solidão ir embora. Ao menos ajuda.


Depois tiro uma foto do rádio.



Receita de quem vive sozinho:


Ao fazer patê de atum não utilize somente atum e maionese * pode ser requeijão para quem quer esbanjar *


Na mistura acrescente * por idéia original sua, mesmo que alguém já fizesse isso antes * mostarda. E coma uns seis pães só de gula. De tão bom que fica. Não precisa ser muita mostarda. Quando menos mais vai dar vontade de abocanhar mais.


Hoje flagrei o Ares vendo site de putaria. Ele não percebeu que eu o vi, porém ele não conhece o conceito de Porn Shui. Aos preguiçosos de ir descobrir no google o que é eu explico: Porn Shui é uma brincadeira com o Feng Shui. Em que no trabalho ou em casa... em qualquer lugar... é o melhor lugar para ver pornografia de um modo que ninguém te veja. Não nego que já visitei sites do gênero, mas não aqui e nunca em cantos abertos. O Porn Shui do trabalho seria por exemplo aquele lugar e que o empregado senta-se e fica de costas para a parede e no fim de um corredor. Assim ninguém verá aonde ele navega.


Tem muita coisa para contar, porém fica para o próximo post.

domingo, 8 de março de 2009

Braga³

Braga²


Projetores para o espetáculo da relegião.


De costas para a Igreja de Sameiro: Vista de Braga


Essas representações O fazem sangrar até hoje.







Igreja e escadarias do Bom Jesus

Braga


Nome da capela: Capela das Trevas



Jesus não pede esmola. Não confundam menino Jesus com mendigo Jesus.




Há um sushi-man na foto. Ache-o.




Igreja da Sé, a mais antiga de Portugal.




Estação ferroviária

segunda-feira, 2 de março de 2009

Primeiro texto de meia página

Mais um dia em que tive de andar muito.
Acordei e fiquei lendo no quarto mesmo. Na hora do almoço fui comer no refeitório de direito e lá encontrei a Natália e a Viviane. Duas brasileiras de Belo Horizonte que estudam comigo. Assim que acabamos de comer nossos destinos se separaram e eu fui à Fnac ver preços de câmeras fotográficas. Achei a que eu quero, porém ainda irei pesquisar melhor. É uma Nikon D-60. Na volta passei no mercado e comprei um condicionador. Aqui todos os brasileiros reclamam que a água de porto deixa o cabelo ruim, e é verdade. O meu está bem mais seco e caindo mais que o normal durante os banhos. Aqui produtos como condicionador e giletes de barbear são caros. Voltei para casa e deixei todas as compras. Em seguida fui checar uma oportunidade de emprego que me surgiu como um Pop-up. Mas prefiro nem comentar nada, pois não é nada certo. Se der certo, ou não, eu comento mais pra frente. Depois disso fui para a aula de Psicologia da Comunicação e cá estou, a escrever.
Texto corrido e sem detalhes.
Acho que finalmente neste domingo vou para Braga. Terei mais certeza sobre o emprego quarta de manhã.
Enfim, saudades mais que imensa da Celina.


Faltam 144 dias

domingo, 1 de março de 2009

Coelho do relógio.

Bom, primeiro dia sem postar.


Não vou descrever muito ontem nem hoje, pois a destinatária deste blog já está muito bem informada de tudo. Não que ela exija saber. Eu gosto de contar.


Ontem o dia foi tedioso. Tempo griso, como se estivesse prestes a desabar o dilúvio de Noé. Porém nada desaguou do céu. Fui fazer algo somente à noite, quando a brasileira e minha colega de turma Vanessa me chamou para fazer algo. A July e o Fernando não iriam, mas topei ir aos bares perto da reitoria – que por sinal ficam muito próximos da minha casa. Começamos em um bar em frente à reitoria e ficamos conversando algum tempo. Depois fomos conhecer a Galeria Paris, pensei que fosse um estabelecimento do ramo de botecos – porém chic. Não era. A Galeria Paris é uma rua que há um pouco depois da reitoria, mas lá entramos no bar. Não vou dizer que não bebi antes e nem neste segundo bar. É raro que eu beba algo, mas não deixei de deglutir cervejas de limão e taças de vinho do porto branco. Família desesperada do sul do Brasil: Eu beber é tão raro quanto andorinha dourada de quarto asas, e por mais que a conta tenha sido em euro eu paguei dos euros que eu trouxe. No segundo bar conhecemos um grupo grande de portugueses. Estávamos a área de não fumantes e era um grupo grande – bom sinal. Conversamos e eu já estava com minha visão fragmentada em frames. Mas alterações etílicas nunca alteraram minha percepção cognitiva, e por isso conversei muito bem – não é papo de bêbado. Beber novamente agora só na minha despedida daqui de Porto. Eu, a Vanessa e o grupo de lusitanos – cerca de três mulheres e uns seis homens – saímos do bar onze e meia. Eu voltei soluçando à pé para casa – soluço quando bebo um pouco mais. A Vanessa foi levada de carro pelos lusitanos até a casa dela, em Vila Nova de Gaia. São bem legais os lusitanos que conhecemos. Dois trabalham em farmácia, um é dono de uma e os outros não se identificaram profissionalmente.


Voltei para casa e entrei na internet para esperar a Celina, mas infelizmente ela não conseguiu entrar.


Já hoje, no domingo, acordei muitíssimo bem – minhas melhores noites e sono são ao lado da Celina ou bêbado, mas um não se compara com o outro. Às onze e meia começava o show que comentei ter conseguido um ingresso gratuito. Cheguei meio cedo e fiquei esperando as pessoas que eu conhecia chegarem. Meus colegas de sala chegaram e entraram assim que possível. Fiquei esperando a Renata, estudante de psicologia da PUC que está na UP também. Nunca a tinha visto e nosso contato se deu porque o pai dela era veterano de faculdade do meu pai. Os dois comentaram entre si o destino das respectivas proles e nosso contato se estabeleceu. A Renata foi junto com várias amigas. Umas sete, o curioso é que todas namoram à distância, e eu também. Quase todos os brasileiros que aqui estão estudando namoram. O show era na verdade uma orquestra e coro. Foi bonito e de graça. Havia durante o evento um apresentador que explicava a história e o contexto em que casa música foi criada, achei interessante. Porém a interação que ele exigia da platéia era um tanto quanto infantil. Ele pedia e a platéia gritava a presença da orquestra: Orquestraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Para o maestro: Maestroooooooooooooooooooooooooooooooooo. Para o coro: Corooooooooooooooooooooooooooooooooooooo. Depois do evento fui com a Renata e mais duas amigas dela comer no restaurante Chimarrão, o qual já citei aqui. Ficamos conversando e de lá combinamos fazer algo mais tarde. Voltei para casa para conversar via msn com a Celina e finalmente consegui. Como dá saudades dela, quanto mais conheço gente aqui mais percebo que é com ela que eu quero ficar.


Não demorou muito do término da minha conversa com ela que saí novamente com a Renata, Maíra e uma amiga delas que é recifence. Foi interessante conversar com ela sobre recife e com a Renata e Maíra sobre Curitiba – numa conversa simultânea. Ahhh, deixe-me dizer para onde que nós fomos. Nos encontraríamos na reitoria pois a Maíra queria conhecer os bares – nada de bebidas para mim, no máximo um café. Cheguei primeiro, como de praxe e vi todos os bares fechados, nisso me lembrei que a atendente do segundo bar que eu havia ido sábado comentou sobre domingo ser tudo fechado. A única coisa que havia aberta era uma igreja, e quando elas chegaram o culto já havia acabado. Como se fossemos à missa. Viemos aqui para casa e elas usaram o jostinha, pois estão sem internet por enquanto, e comeram brigadeiro. Fora do apartamento estava tendo uma festa de despedida de um alemão de apelido Latto. Elas e eu fomos convidados mas preferimos não ir. Conversamos um pouco e as acompanhei até o alojamento delas. Na volta fui para a festa e praticamente jantei lá. São 22:55 e a festa ainda está acontecendo. Já tomei banho, coloquei o pijama e me recolhi aos meus aposentos, como diria quem se recolhe aos aposentos.


Ahhh sim, a coisa mais curiosa de hoje foi enquanto eu as deixava na porta do alojamento. No caminho vimos um coelho andando pela rua. Era grande e gordo, ficamos um tempo observando de perto o dócil animal e um português transeunte meio gordo comentou conosco: Isso dá uma boa arrozada. Ele estava certo, deve ser muito bom. Não sei se alguém lembra, mas comentei sobre uma rua em que de um lado o bairro sobe uns dez metros e do outro o bairro desce vinte metros. Neste grande buraco há plantações de subsistência – o coelho devia ir de lá, fomos o encurralando até que passasse por um buraco sob um portão e então voltasse para onde deveria ter vindo. Na PUC já vi gambás andando livremente, mas nunca havia visto coelho pronto para o abate saltitando pelo asfalto.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Pré show

Sem animação para escrever isto, mas tenho uma loira a quem quero agradar e dizer como foi o dia.
O dia começou cedo, acordei sete da manhã e novamente às sete e dez – os celulares Nokia costumam dar dez minutos de intervalo entre um bipe e outro – depois de apertado o botão de prorrogação do alarme. A aula começava oito horas e teria cinquenta minutos para chegar na aula, horário tranquilo. Fui para o banho e comi uma banana, peguei os sanduíches de Nutella que eu havia preparado na noite anterior e colocado num tapperware. Familiares sovinas: Nutella aqui é extremamente barato comparado ao Brasil e ainda por cima não é um copo, é um pote. Há o de copo também, mas não é essa a questão. Como estava cedo eu sabia que estaria bem frio, chequei a temperatura e escolhi uma de minhas jaquetas – a vermelha. Me tornei o ser mais chamativa da rua por estar de vermelho, aqui as cores escuras predominam nas vestes cotidianas. Às vezes me olham estranhando, mas não me importo, acho engraçado. Por mais que estivesse frio no caminho para a faculdade eu estava suando dentro da jaqueta. Inexplicável como num frio de cerca de oito graus e com vento eu estava suando. Não resisti e fui de camiseta, aí sim é que me tornei a criatura mais estranha das ruas de Porto. Como é legal ser estranhado por ser normal. Nota-se a ironia da frase anterior.
Cheguei na aula e o professor não era simpático – aliás: não é. Mas que seja, por ser aula de apresentação ela terminou rapidamente e fomos então à reitoria buscar uns ingressos para um show no teatro Coliseu. A funcionária das relações internacionais que lida diretamente com os alunos havia anunciado na noite anterior via e-mail que teria cinquenta ingressos para distribuir aos que primeiro chegassem. Iremos num grupo relativamente grande: Eu, Vanessa, Fernando, July e Viviane, brasileira formada em direito e que está cursando jornalismo e além de tudo fez intercâmbio. Não deixarei de citar que meu pai tem um conhecido que tem uma filha que veio para Porto também, ela estuda psicologia e também irá para o show de música e dança. Então se juntará ao grupo: Renata e uma amiga dela.
Ahhh sim, coisa que esqueci de citar: Estou com uma bolha no pé direito. Mais especificamente no dedo que corresponde ao anelar. Ela surgiu de tanto andar. Aprendi que: All Star só para dias em que não deverei andar. Até ela sair vai ser band aid enrolado no dedo.
Por sorte a funcionária que citei – Luisa Capitão – chamou outra funcionária das relações internacionais para nos dar o ingresso. Digo sorte porque ela é uma espanhola que mora aqui no Bairro Ignez, ficamos de lero e descobri que ela também irá ao show. Enfim, trocentas e duas pessoas vão para este show. Já já crio vergonha e pego o ingresso para dizer qual o nome deste evento que tanto falo.
Vi o nome: As Danças do Príncipe Igor Burodin.
Mas nem eu entrei no site ainda.
Enfim, depois da reitoria fomos comer no refeitório da faculdade de letras. É um pouco longe mas todos dizem que é o melhor lugar para comer dentre os campi da Universidade do Porto. Preferi no fim das contas comer a carne de gaivota da cantina da Faculdade de Direito. Lembrando que o prédio de jornalismo fica atrás do prédio de direito. O atendimento é demorado e a comida não é boa. O ambiente realmente é mais agradável, pois o prédio é bonito e grande, mas pelo menos hoje não estava bom. Preciso comentar como é o uniforme facultativo que a universidade oferece, lembram os uniformes do Harry Potter. Mas explanarei melhor quando tiver uma boa foto disso. Voltando ao assunto: Antes de entrar no refeitório há uma fila bem grande para retirar um ticket para pegar a comida. Deposita-se as moedas numa máquina e lá se escolha qual o prato da vez. Há quatro opções e a opção escolhida sai num comprovante impresso. Só aí se adentra o refeitório. Depois de ter-se montado a bandeja: pratos, talheres, pão, sopa, e uma sobremesa pequena é que se pega o prato principal. Dá-se o ticket e uma senhora monta para você. No refeitório de direito é só chegar no final da fila que já há vários pratos montados. Só se paga depois que a bandeja está toda montada. A comida estava ruim, era carne de porco e arroz. Para disfarçar havia também um alface. A carne estava ruim e numa quantidade desproporcional ao montante de arroz. Enfim, comer no restaurante popular de Curitiba é melhor.
Me separei dos colegas e voltei para o Bairro Ignez, precisaria estar às duas na aula e Psicologia da Comunicação, mas tinha combinado com o administrador daqui do bairro pagar um dinheiro que faltava pagar. Estava de certa forma atrasado, pois nunca nos encontrava-mos e durante o carnaval ele não apareceu.
Cheguei na aula em tempo. Mas antes contar um pouco de como foi a aula de rádio pela manhã. O professor de rádio não é o antipático que citei. Ele é um dos mais atenciosos e conversou muito conosco. Já tínhamos visto que a ementa de umas matérias se parecem com as que já fizemos no Brasil, rádio é uma dessas. Sabendo disso o professor ficou de conseguir para gente trabalhar na rádio laboratório da Universidade do Porto. Os horários seriam bem flexíveis e seria equivalente às aulas deste semestre no Brasil. Se isso der certo será muito bom. Inclusive porque já tenho muita prática em rádio, poderei mostrar qualidade e quem sabe chamar a atenção por lá. Pretendo chamar atenção sim, pois é uma porta para trabalhar aqui futuramente, mas claro que não vou ser descarado.
Voltando à aula de Psicologia da Comunicação. Foi o primeiro professor que não dispensou cedo a turma, deu as três horas que deveria dar. A matéria é interessante e parece bem puxada. Há nota por participação oral. Ele abra espaço para comentários e dúvidas para que essa avaliação ocorra. Como era o primeiro dia de aula desta matéria e aula de verdade todos estavam quietos. Como sou cara de pau e seja o que for, falei e comentei. Ele achou válido meu comentário que dividiu com a turma o trabalho que tive na Banda B. Ele estava comentando sobre a responsabilidade dos jornalistas na formação e na entrega de informação. O público da Banda B é bem diferente do que se vê aqui na Europa, mas acho que consegui explicar o contato direto com um público que não tem muita informação e a responsabilidade que eu tinha ao indicar o caminha certo para essas pessoas no quadro Sem Dúvidas, que era de minha responsabilidade. Depois que um intercâmbista comentou as pessoas se sentiram mais à vontade para falar. Não afirmo que fui eu quem quebrou o gelo, poderia ter sido qualquer pessoa. Mas tenho a impressão que dei o primeiro passo. Isso é irrelevante, mas tenho como compromisso nesse blog comentar muitas das minhas impressões.
Depois da aula liguei para a Celina e finalmente consegui falar com ela. Como minha namorada trabalha! Estava super corrido e ela em alpha, como costuma dizer. Enfim, este parágrafo ela é quem mais vai entender.
Cheguei em casa e comi pão com tudo que eu tinha para passar em panificados. Geléias, mel e nutella. So não passei atum porque já estava sem fome. Acho que não como mais hoje. Só amanhã. Falando em amanhã: Tentativa de lavar roupa. Camisetas e meias. Se alguma coisa der errado... copulou, para dizer com uma palavra esdrúxula algo que utilizam de forma esdrúxula.
Finalmente fiz exercícios com o peso. Nos dois últimos dias eu estava cansado demais para fazer exercício. Fiz hoje e pretendo retomar o ritmo de fazer uma vez no mínimo a cada dois dias.
Saudade da loira. A melhor namorada à distância do mundo. A distância pode ser de dois centímetros ou de 10.000.000 km, ela é a melhor namorada do globo. Claro que prefiro 2 cm. Se pudesse quebrava a lei de que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar. Mas aí ela ia achar grude demais. Exagerei, mas é brincadeirinha.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Famigerado 68+1


Francesinha

Aula morta em bom prol.

Meio cansado para escrever, mas vamos lá.
Não acordei para as aulas da manhã, pois meus colegas de jornalismo de Curitiba me convenceram que antes de possivelmente perder tempo com a matéria de Comunicação Empresarial deveríamos checar com a coordenadora co curso no Brasil se a ementa bate com a Comunicação Empresarial que fizemos no Brasil. Se for possível eliminar, melhor. Não perdi aula nenhuma ao deixar de ver esta, pois temos duas semanas para escolher as matérias e só então fazer a matrícula final.
Pela manhã fiquei aqui pelo Bairro Ignez mesmo, esperando o horário do meio dia, quando deveria estar na sala para ver uma aula. Como ainda estão acontecendo apresentações a aula teve só uns vinte minutos e então fomos dispensados. Houve uma aula de apresentação também que começou às duas, mas eu e meus amigos não comparecemos, pois havíamos ido para a Universidade Fernando Pessoa para fazer uma matrícula num congresso de jornalismo. O congresso é só em abril, mas será com jornalistas famosos daqui e que comentarão a comunicação na Europa. A inscrição custou 25 euros, mas valerá a pena – aliás o travesseiro de penas de cisne que 25 euros podem comprar. Dará mais sentido a um curso de jornalismo na Europa saber como é esse ambiente aqui. Descobrimos lá que só poderíamos ser atendidos duas e meia, estávamos com fome e ainda faltava uma hora. E já que estava lá sem fazer nada comi uma francesinha e meia. Francesinha aqui é um prato típico. Postarei foto ainda, mas se constitui de um ovo, pão, presunto, carne, salsicha e um tempero bem forte – mas que adorei. Como pedidos uma francesinha especial também acompanhavam batatas fritas. Cada um pediu sua bebida e começamos a comer – quando digo cada um me refiro aos brasileiros: Fernando, July e Vanessa. A July e o Fernando dividiram uma francesinha e não passaram fome, a Vanessa não deu no couro e só aguentou comer meia francesinha. Terminei o meu prato e ainda comi a metade da Vanessa. Fizemos então a matrícula e voltamos para nosso campus. No caminho passamos por uma tenda bem grande que fica em frente de uma estação de metrô que tínhamos de passar. Entramos e vimos vários livros, quase levei um do Truman Capote, mas eles não aceitavam crédito, só débito. Não pude pagar com dinheiro porque os 25 euros da matrícula foram bem mais do que eu imaginava. Estava sem dinheiro o suficiente. O curioso é que nos meio dos livros considerados comuns havia vários livros de kama sutra e quadrinhos eróticos. Além de livros de como fazer seu próprio porno caseiro. O instigante é que a idéia da tenda é fazer as pessoas comprarem livros para ler no metro. Contraditório, mas interessante.
Depois de rir da disposição dos livros voltamos ao Campus e tentei ligar novamente para a Celina, já havia ligado antes e novamente não consegui. Ela é difícil de se falar! O sex shop que citei anteriormente – 68+1 – fica perto da faculdade. Para passar o tempo que teríamos de esperar para a aula das seis horas fomos visitar o lugar. Vimos coisas inusitadas mas nada de tão variado. O artigo mais audacioso lá é um pole dance portátil.
Chegou a hora da aula e eu e a Vanessa fomos de elevador para o andar, enquanto a July e o Fernando – que já conheciam a velharia – foram de escada. Cheguei bem no andar certo, mas não há porta interna do elevador, quando ele sobe é possível ver a divisão de concreto dos andares e as portas do elevador que estão fechadas.
Chegamos então na sala e começou a aula. Como há uma estudante da Letônia o professor deu a aula de introdução em inglês, entendi tudo se dificuldade, mesmo com o sotaque luso dele. Essa é só uma das turmas que irei frequentar. Ainda conhecerei outras turmas e outros professores.
Voltei para casa e preparei meu último miojo. Estou realmente com saudade da Celina e não consegui falar com ela.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sola do pé

De todos os dias que já passei aqui este foi o que mais andei. Ao acordar fui lavar roupas, mas como ainda tenho receio de fazer besteira lavei – por enquanto – minhas cuecas na mão mesmo. Aqui não há tanque de lavar roupa, por isso improvisei algo similar na banheira – como aquelas ranhuras fazem falta. Depois de feito isso enfeitei a frente da casa com várias cuecas coloridas, tenho até de pimentinhas. Assim que fiz isso comi o atum que eu havia preparado ontem então foi a minha vez de ser lavado na banheira. Saí de casa para comer no refeitório da meu campus e deixei as cuecas para pegar do varal só quando eu voltasse. Eu pretendia encontrar meus amigos ao meio dia no refeitório. Eles já estavam na faculdade pois foram ver umas aulas, mas sem o compromisso curricular. Não fui ver estas aulas pois as verei em diferentes horários. Como disse no post anterior: não tenho aulas às quartas. Como tenho costume de chegar cedo aos pontos de encontro cheguei lá ao meio dia e meia. Para minha surpresa eles estavam deitados sob o sol e me esperando – não havia aula hoje. Eles haviam comido no refeitório porque estavam mortos de fome, moram mais longe e acordaram bem mais cedo para chegar à tempo. Eu estava com fome mas estava tranquilo ainda. E eles comeram mais cedo também porque havia um enxame de umas 60 pessoas que pareciam ser estudantes formandos de direito dentro do refeitório. Estranho ver formando no refeitório, mas era o que parecia.
A Universidade do Porto dá aos estudantes um vale de trinta euros para comprar um celular, fomos todos comprar na loja da operadora TMN, no centro da cidade. Peguei o celular da Nokia mais barato que havia – 34,90 euros. Paguei a diferença e agora tenho um número aqui. Não posso deixar de citar que antes de acharmos a loja no centro entramos num shopping bem vazio para procurar a loja, não encontramos, mas encontrei meu caminho. Dentro do vazio daquela construção há uma loja de mangás, quadrinhos e artigos otakus. De lá não comprarei nada por causa das diferenças nas edições que tenho à completar. Mas quando eu quiser me divertir olhando vitrines ou passeando em loja é para lá que vou. Enfim, comprado o celular fui comer – meus colegas me acompanharam ao restaurante Chimarrão, que já citei. Pedi o mesmo prato feito de antes e continuei sem pedir bebida, afinal eu possuía uma garrafa de uns 500 ml na mochila. Carrego essa garrafa comigo pra cima e pra baixo. Após comer os acompanhei no mercado Froiz, que fica no piso subterrâneo do Shopping da Cidade do Porto, o mesmo do Chimarrão. Eles compraram a feira da semana e eu um cortador de unhas – já que esqueci um novinho no Brasil. Era hora dos destinos se separarem ao menos no meio de transporte. Eu pretendia há tempos ir ao Arrábida Shopping, que fica logo após a ponte que liga Porto e Vila Nova Gaia, que é onde eles moram. No Arrábida eu precisava comprar um ferro de passar roupa e um alteres, para fazer exercício. O ferro há em qualquer lugar muquifento da Cedofeita, porém fiquei sabendo que havia um por cinco euros no Arrábida. Eles foram para o ponto de ônibus e eu fui descobrir um ponto de acesso para atravessar a ponte. Não queria pagar ônibus e queria andar à pé sobre a ponte. Voltei de ônibus pois não pretendia voltar uns 3 km à pé carregando um ferro de passar e 10 kg em alteres.
O interessante foi depois que achei o acesso de pedestre da ponte. Há uma calçada que fica à beira do asfalto e uma grade de um metro e meio para evitar que alguém caia facilmente, tudo normal até aí. Assim que atravesso a ponte e chego em Gaia descubro que a calçada termina na ponte. Do outro lado só há rodovias e com muito movimento. Não queria voltar de jeito nenhum, esperei uma hora boa e fui atravessando as ruas e pulando as muretas de proteção. E andando no acostamento sempre que possível. Segui reto sempre, até que avistei o Arrábida. Achei que ia acabar o incomodo, mas só aumentou. Achei normal ter grades protegendo o estacionamento, só achei bizarro ter grade o suficiente para seguir separando o bairro residencial que existem em frente ao Arrábida da estrada. Ou seja: eu estava preso no acostamento de uma quase BR porque havia grades cercando qualquer acesso ao bairro. E não andei pouco procurando um lugar para entrar. Avistei um morador de uma residencia trabalhando na horta de casa. Ele deixou a enxada para me responder com uma voz traqueostomizada como entrar no bairro.
- Vá neste sentido e passe pelo buraco na grade.
Pensei em evitar passar pelo buraco, já que se algum carro de polícia passasse podia não gostar. No Brasil não teria medo, mas aqui sou estrangeiro. Perguntei então se não havia outro acesso mais à frente.
- De carro?
- Não, no pé mesmo. E gesticulando duas pernas andando com o pai de todos e o fura-bolo.
- Não tem outro.
- ...
- O acesso é pelo buraco.
Agradeci e então desisti da idéia de ser civilizado. Se foram burros o bastante para não deixar nem alguém circular depois que sai de uma ponte com acesso para para pedestres não tinha de me esforçar para contribuir com o péssimo planejamento.
Entrei por um buraco na cerca, devia ter uns 0,4 m² de largura. Depois foi fácil entrar no Arrábida, já sabia a direção do Shopping. Antes de entrar avistei um ponto de ônibus que passam vários autocarros – como aqui são conhecidos – para voltar para casa, ou próximo. Achei então o ferro de passar roupa por cinco euros. Era o último da loja e por isso comprei o do mostruário, está funcionando e tem dois anos de garantia. Fiquei embasbacado com dois anos de garantia por um produto que custou só cinco euros. E além de tudo qualidade por preço baixo. Mesmo no Brasil não se acha um ferro por quinze reais que tenha tamanha qualidade e garantia. Não comprei o ferro de passar depois dos pesos porque não queria dar uma de João-sem-braço-mas-que-este-que-vos-escreve-ambos-os-tem-muito-bem-obrigado e carregar alteres de 10 kg pelo shopping. Antes de comprar o ferro eu já havia visto os alteres. Paguei doze euros e cinquenta centimos por uma barra de ferro de 2 kg, duas presilhas, quatro pesos de 1 kg cada e dois pesos de 2 kg. Fiz as compras e fui para o ponto. Independente do autocarro que venha de Gaia faz o mesmo caminho em Porto – pelo menos estas linhas. Peguei o primeiro que passou e parei junto à faculdade de letras, que fica cerca de 1,5 km da minha casa. Tive de andar bastante com os pesos, os problemas são as subidas, mas cheguei vivo. Assim que joguei tudo em cima da cama e os pesos no chão do meu quarto comi mais pão com atum de ontem. Bebi também muita água, mas enfim. Não fiquei parado e fui à Cedofeita fazer compras no mercado e na frutaria. No mercado Pingo Doce achei um galão de cinco litros de água por 49 centimos. Não compro de outra marca depois de achar este preço. Mais uma vez este preço barato provém da marca do próprio mercado. Comprei mais atum e maionese, um produto para limpar banheiro, geléia de cereja – para quando a de laranja acabar, pois a de amora já se foi, mel, pão e mais algo que não lembro. E na frutaria comprei bananas, somente. Voltei para casa e comi mais. E desde então estou lendo, conversando, escrevendo e na net, esperando notícias da loira – mesmo sabendo que não está no horário dela aparecer por aqui.
Parece que poderei fazer a matéria Gestão da informação para Comunicação, contanto que eu abandone Comunicação Empresarial. Então já é!
Ahhh sim, fiz brigadeiro para os gringos, mas vou servir gelado. Amanhã já estará gelado o suficiente. Então por hoje é só.