sexta-feira, 27 de março de 2009

Beira - Mar

Isto não é bem uma atualização. Este post é somente um meio de dividir um texto.

Fui ver uma reunião de um grupo de teatro e ouvi declamações de poemas. Já comento sobre o o assunto dos poemas que usei para escrever o texto a seguir - É texto em formato de poema, não é uma tentativa de poesia:


Beiras


A olhar, só céu
Sabendo que vou ao inferno
Cedi à fraqueza da carne
A minha agora é fraca
Além da dor e alguns sentidos
Flui a incapacidade

Ah... bondosa foice
E num sibilo circular
Anuncia-se

Nacos de nuvens cadenciam
Como raios no mesmo ponto

A última imagem
Antes de perder os olhos
Era do albatroz algoz

Anunciando a morte alada
Asas negras

Trazendo paz
No corpo branco

Sangue tingiu como vinho
O pó bruto de vidro

Aproveitei todos os frutos
Mas preferia cavar a cova
De mãos nuas, sorriso fúnebre
Para então jazer em terra
Tsc... detesto altura.





Cada vírgula e ponto foi intencional, sei que essa oralidade e pontuação não é comum em poemas.

Os dois poemas que me trouxeram este texto margeiam os seguintes assuntos:

- Aproveitar a vida e morrer sozinho, em paz e feliz

- Vergonha dos fatos vividos e ser ridicularizado por isto

Foram só a inspiração, não identificação - ressalto.

No mais, o blog continuará sem atualizações.

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