terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Imperador de casa - aonde já se viu dono de casa?
Desta vez não me meti sob a água quando acordei. Diferente dos dois dias anteriores. Mas coloquei a casa sob água – dia de limpeza. Quando cheguei aqui o apartamento já estava bem sujo. Combinei com o Aris que limparíamos semanalmente, sendo uma semana eu que teria o trabalho e na seguinte ele. Teoricamente ele que deveria limpar esta semana, pois sou recém chegado e nada do que estava sujo aqui fui eu que sujei. Mas como este é o lugar em que vou viver por cinco meses, e na próxima semana haverá aulas e não terei muito tempo para limpar peguei no esfregão hoje. Havia algumas sujeiras bem difíceis de imaginar como Aris e o antigo morador produziram, mas limpei bastante coisa a mais do que teoricamente deveria ser limpado. Como por exemplo aquela armação de plástico que sustenta o esfregão de limpar o vaso sanitário. Primeiramente limpei o balcão da pia; fogão; pia; e etc. Entendi aquela sensação de: está um brinco. Em seguida a pia do banheiro; sanitário; e banheira. Descobri que futuramente lavarei o sanitário primeiramente, pois precisei sujar a pia e a banheira para limpar bem o sanitário – não me perguntem o porque desta espalhafatosidade para limpar um sanitário. E acabei de descobrir que a palavra “espalhafatosidade” existe e realmente escrevi do jeito correto na primeira tentativa. O chão já havia sido varrido por mim antes de começar na cozinha, era hora de esfregar o chão. Foi tranquilo, deixei o chão um espelho – opaco, mas deixei. Depois disso tudo fui jogar um saco de lixo fora e na volta uma família de portugueses que mora na casa mais próxima ao portão me parou e perguntou se eu era brasileiro. Ficaram conversando e a vó desta família me preparou um prato que lembra cremogema, e ela ainda adicionou açúcar queimado por cima. Preferia sem o açúcar - ou menos. Me perguntaram como a crise estava afetando o Brasil e falei que as grandes empresas como Sadia estavam demitindo, além do setor metalúrgico. Papo vai e papo vem eu levei o prato de cremogema para minha casa – com o compromisso de devolver a louça posteriormente. Comi e em seguida fui preparar meu almoço. Ovos mexidos com cebola e tomate e um miojo. Estou comendo bem na maioria das refeições, ovo e miojo periodicamente não vão fazer mal nenhum. Pretendo ainda me aventurar em um strogonoff. Hoje aco que faço brigadeiro para os gringos, e para mim, óbvio. Assim que comi tomei banho e fucei na net, li Musashi e fui ajeitar o cronograma das minhas matérias. Saí do Brasil com o equivalente a quarenta créditos educacionais para fazer, anualmente um estudante deve cumprir 60. Pensei em fazer quarenta em um único semestre para aproveitar melhor minha estadia aqui – que terá mais 154 dias. O organização dos horários das aulas na faculdade não me permitiram fazer quarenta, mas consegui me organizar para fazer trinta e cinco. Terei segunda de manhã livre, porém com a tarde ocupada. Terça terei aulas de manhã e de tarde. Quarta não terei aula alguma. Quinta será o dia mais puxado, com aula de manhã e de tarde. Às quintas terei de entrar às oito da manhã e sair sete da noite. Sextas terei aulas de manhã e pela metade da tarde. Segundas, terças e quintas terei algumas horas de intervalo entre as aulas, além das horas de almoço. Terei aulas práticas e teóricas de:
Atelies de Multimídia
Técnica de expressão jornalística para: TV; Online; Rádio; e Impresso.
Psicologia da comunicação
Comunicação Empresarial (Odeio isso)
Públicos e Audiências
Para conseguir fazer estas matérias tive de deixar de fazer Gestão da Informação para Comunicação. Parece mais interessante que Comunicação Empresarial, mas realmente não há outra alternativa para meus horários.
Com esses horários malucos acho impossível fazer um estágio por aqui, mas vou ver se consigo entrar em algum núcleo... como de fotografia. Minha relativa folga sexta de tarde e segunda de manhã vai me permitir viajar com mais tranquilidade nos fins de semana. Poderei aproveitar mais minha estadia em outros lugares. Acabei ainda nem indo para o carnaval de Ovar e nem para Braga. Vou tentar Braga neste fim de semana, vejamos. Amanhã me aventurarei em lavar roupas e em conseguir meu celular, além de ver se compro pesos para fazer exercício. Mas dependendo do preço eu faço academia no centro desportivo, mas teria de tomar metro. Eu estava ganhando uma boa massa muscular em Curitiba e não quero perder. Chegar mais forte para jogar minha namorada peso pena no ar e em seguida pegá-la num rodopio. Enfim. Já fazia isso, mas sinto falta de fazer.
Hoje de noite a previsão é de leitura das aventuras no japão medieval e net.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Carnaval sem festa
Ao acordar já me meti sob a água que agora sei porque começa a esfriar. Há um limite de água quente por banho. Depois de um tempo o reservatória para água quente se enche novamente. Isso é para desestimular muito gasto. Até que o tempo não é ruim, mas necessita de pressa para se tomar o banho. Comi uma laranja e fui para a reitoria, encontrar meus colegas de jornalismo da faculdade em Curitiba. Desta vez os encontrei e conhecemos muitos brasileiros que vieram estudar em Porto – mas diversos cursos. Ouvimos muito falar sobre o carnaval em Ovar, cidade ao sul de Porto. Demora-se cerca de trinta minutos de metrô para chegar lá. Combinei com meus colegas e irmos e só voltarmos amanhã de manhã. Mas como estou escrevendo isto, significa que não fui. Depois de sair da reitoria fomos à faculdade de letras cuidar da matrícula de uma colega. Contávamos com o refeitório de lá para saciar em especial a minha fome, que já ganhava a corrida em comparação com as demais. O atendimento à colega só poderia ser feito às duas e o refeitório estava fechado – véspera de carnaval. Fomos então comer num shopping próximo. Comi num restaurante chamado Chimarrão e que comercializa comida brasileira. Comi um prato feito muito bom por quase quatro euros. Não pedi bebida pois a latinha de refrigerante estava custando um euro e quarenta centimos, a água estava por volta do mesmo preço. Como estava acompanhado por amigos que eu sabia que pediriam bebida, esperei a oportunidade de beber do que eles haviam pedido. Talvez eles leiam isso, mas também não faço muita questão de esconder. Passamos num mercado chamado Froiz e comprei uma bolacha gigante e muito gostosa. Faltava uma bolacha para o famoso: de vez em quando. Ela é bem mata fome, mas não por ser grande, e sim pela difícil digestão. Precisávamos comprar um adaptador de tomada – o mesmo que precisei – para a minha colega Vanessa, mas ela precisava fazer a matrícula. Fui então para casa e eles foram cuidar da matrícula dela. Para unir a necessidade dela de um adaptador de tomada e a minha de um creme para combater a pele seca do meu rosto marcamos de nos encontrar num pondo da Rua Cedofeita onde há o chinês em que comprei o adaptador e uma farmácia. Fomos então á casa dos meus amigos. Fica numa cidade ao sul se porto – Vila Nova Gaia. É próximo e faz fronteira com porto. Como de Curitiba para Piraquara há também contato entre as cidades. Eles moram numa casa grande e com bem mais conforto do que o lugar em que estou, e ainda pagam mais barato. Mas para mim compensa muito viver no meio de um bocado de gente de fora e ainda poder voltar à pé para casa. No final das contas descobrimos que ficaria difícil voltar de Ovar para Gaia. Teríamos de esperar no mínimo até seis da manhã para voltar à Gaia. Como estou instalado e Porto eu poderia ter ido com o pessoa l do Bairro Ignez tranquilamente, mas preferi não. Há um comboio saindo de hora em hora de Ovar para o centro de porto. Comemos e ficamos nos divertindo jogando conversa fora, como fizemos com os brasileiros que conhecemos na reitoria. Voltei para casa cerca de oito da noite e só fiz deixar a mochila sobre a cama que fui conversar com as pessoas aleatórias que estavam reunidas nas mesas que ficam fora das casas aqui no bairro. Uma estudante francesa de medicina me perguntou sobre o Brasil, pois pretende ir para lá. Expliquei muita coisa do nordeste e do sul. No fim das contas retornei ao meu relento para esperar minha loira entrar no msn ou não. Só a possibilidade dela entrar já me move a esperar horas na frente desta telinha 10X15.
Frase do dia: Quem converte não se diverte.
Sobre como as coisas parecem baratas aqui até que se pensa em reais.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Domingo
Voltei depois de no caminho ligar para a Celina – que é aliás o único motivo de eu ter criado o blog. Assim a mantenho informada de tudo. Quem da família quiser ler, que aproveite. O almoço demorou mas a moça fez tanta comida para tanta gente que sobrou muita coisa. Ela também fez um brechó das coisas que não pretende levar. Comprei pilhas reservas, um tapete verde para meu quarto e dois potes de plástico com tampa. Reservei também dois panos de cozinha e um ferro de passar roupa bem pequeno, que serve para viagens – será meu ferro do dia-a-dia.
A comilança foi boa, estavam reunidos quase todos os jovens do bairro. Conheci gente que ainda não conhecia, um alemão e uma espanhola. Não estou muito animado. Não há muita graça nas coisas se não posso dividí-las com a Celina. Contar no blog só abafa a saudade. A única coisa que sinto falta no Braisl é da Celina. Pois aqui em Porto é muito bom de se viver. O paraíso é em qualquer lugar, contanto que se tenha a pessoa certa para se dividir os momentos. Me falta ela aqui. A comida não me faz falta, o clima não me faz falta, as pessoas não me fazem falta, as cidades não me fazem falta, o conforto que lá tinha não me faz falta. Só ela não está aqui.
Texto curto hoje, pois não há novidade alguma. Imagino que depois de umas duas semanas de aula já não terei novidades a contar. Mas tentarei manter este blog atualizado, por minha loira.
Só uma curiosidade:
Como comprei um jornal para ver como é não deixei de olhar os classificados. Nos anúncios de prostituição há fotos em quase todos os anúncios. E a maioria das fotos é de travestis. Algumas poucas fotos de homens ou mulheres.

