sexta-feira, 27 de março de 2009
Beira - Mar
quinta-feira, 26 de março de 2009
Atualização
terça-feira, 24 de março de 2009
Lisboa
Contar de Lisboa. Foi extremamente divertido.
Lista de lugares que fui:
Noite do Bairro Alto.
Bares das Docas.
Arena de Touros.
Teatro Nacional.
Praças diversas.
Castelo de São Jorge.
Praça das Nações.
Centro Comercial Vasco.
Oceanário.
Bares perto da Praça das Nações, similares aos da Doca.
Igrejas aleatórias.
Fundos do Museu de Arqueologia – estava em reforma.
Centro Comercial Oriente.
Muito Metrô.
Em dois dias.
Assim que embarquei no trem para ir à Lisboa já me senti bem, adorei as instalações do trem – mesmo estando na classe econômica e lembrando um pouco um avião. Meu vagão era logo após a primeira classe, e entre a primeira classe e a econômica havia um vagão somente para o bar. Não estava com fome e nem sede – havia levado bolachas e água na mala. Mas a iluminação e organização do bar me levou até lá. O serviço de bordo – pago – e o bar é feito por uma empresa chamada Latitudes, e o cardápio era de sanduíches temáticos de vários lugares da globosfera. Já que estava lá acabei pedindo um sanduíche de salmão – era o mais barato. O que dizer sobre dois pães com vários temperos e recheios no meio? Ainda mais a carna característica de hamburger tendo sido substituída por salmão cru, como no Japão. Era bom demais. Valeu a pena.
Assim que cheguei liguei para a Marina, minha amiga que está estudando fotografia e música em Lisboa. Foi fácil acha-la na estação depois de ter ligado. O tio dela me esperava junto com ela. Ele veio para Portugal há cerca de quinze anos e a recebeu faz cerca de seis meses.
Da estação fomos direto conhecer o bairro alto. Estava de mochila nas costas ainda. É um bairro quase todo de estudantes. Basicamente são bares no térreo e nos andares acima repúblicas, mas não é um prédio ou outro perdido no meio de construções normais. Predominantemente eram de repúblicas e bares. Em cada rua havia um público diferente. Há a rua dos roqueiros, gays, maconheiros... etc. Mas as drogas circulam por todas as ruas. Mais para frente conto como é fácil conseguir drogas em qualquer ponto de Portugal. Saindo do Bairro alto fomos às Docas. Havia vários barcos ancorados, daqueles que dá vontade de morar em um. Pequenos em maioria, mas que perfeitamente acolheriam uma vida humana.
Em bar nada mais se faz que não conversar e olhar outras pessoas. Digo que em Lisboa há mais mulheres bonitas que em Porto. Os homens de Porto deveriam migrar para Lisboa e os de Lisboa para Porto. Assim ficariam cidades divididas por beleza. Lisboa pessoas bonitas, Porto feias.
Ou fazer uma migração contrária, ou eu parar de devaneios. Mas a quantidade de gente bonita por metro quadrado aqui é menor que no Brasil.
Bom, dormi e não sonhei... então nada a contar sobre meu sono, só conto que dormi profundamente. Confortável demais a cama em que dormi.
Primeiro destino de sábado foi a Arena de Touros. Pode-se ver a arena em fotos de Lisboa postadas abaixo. Não pude entrar pois estava fechado até para visitação. Parece que para entrar lá agora é somente em shows. Deixo a descrição da arena para a foto. E deixarei em geral para as fotos.
Pegamos o metrô e fomos para o pé do Castelo de São Jorge. São duas praças e nas duas há uma alta com centração de etnia negra. Diferente de Porto, onde há poucos negros. Nas praças pudemos ver o Teatro Nacional, mesmo não podendo adentrar, e a Estação Integrada de Transportes. Há foto de ambos. O que mais me chamou atenção no Teatro Nacional foi o Café. Em cada lugar para sentar há uma lâmpada sobre dentro de uma luminária em forma de cartola. Quem senta em um banco fica sob a luminária.
Em seguida eu e a Marina fomos ao que foi a parte mais divertida do passeio, não pelo lugar em si... mas pelo proveito que tivemos. Castelo de São Jorge. A Marina queria praticar inglês e estávamos em um ponto turístico lotado de turistas europeus. A maioria entende inglês, mas isso não era problema. O castelo é lindo e dá vontade de morar nele, mas a descrição fica para as fotos mais uma vez. Conversamos em inglês *estou conseguindo falar com uma fluência trocentas e duas vezes melhor do que eu conseguia há uns quatro meses... imagino que seja também porque diminuiu horrores a gagueira*. Passei por estadunidense. Brincávamos conversando em inglês: In E.U.A we dont see things like that. E as pessoas ao redor pareciam acreditar. Mas isso não é divertido, o legal é depois de falar em inglês falar algo em português. Ainda não está clara a brincadeira... mas vejam o exemplo:
Eu e Marina descendo uma escadaria, com dois ingleses descendo à frente:
Eu – I hate brazilians.
Marina – Why?
Eu – They are everywhere! They split everywhere!
Ingleses ouvindo atentamente a conversa
Marina escorrega em um degrau
Eu, em português – Marina! Cuidado!
Ingleses olhando confusos e com cara bizarra
Conversamos aleatoriamente com frases decoradas em japonês, cantamos em francês – mesmo que só dois minutos – imitamos sotaques e etc.
Para variar imitei o sotaque nordestino, e no meio da conversa cheguei à máxima: I`m bad, I`m bad, como diria Michael Jackson. Enfim, houve alternância entre sotaque e línguas também.
Quando saíamos do castelo duas japonesas iam entrando. Fiz o V da vitória, um olhar estranho e falei: Yoroshiku. Que significa: prazer em conhecer. Minha expressão foi mais ou menos assim: ò.óv
Mas descobri que eram chinesas e não entenderam nada do que eu fiz.
Para reconhecer um japonês é só ouvir. As frases costumam ser assim:
Watashi wa Adorufu desu.
Anata dare deska.
Sugoooooi desu ne.
Sempre algo do gênero. Para descobrir se é de origem chinesa é só ouvir:
Pan wa nien nien Ou pion dui.
Moe tie tai fan fun.
Eu fun fei nai.
Coisas do gênero.
O último episódio com línguas foi quando descíamos a rua para voltar ao metrô. Conversávamos em inglês e uma portuguesa nos abordou com um panfleto de um show. Ela se esforçou para falar em inglês conosco e no fim eu ainda agradeci falando “obrigado” com sotaque de um estadunidense do Texas. Ou seja.... sotaque de caipira estadunidense falando português. Onde ela nos abordou era em frente a um restaurante, agradeci com sotaque e entramos para ver como era. Não comemos nada. Vimos e na saída fizemos questão de conversar em português, para que a lusitana visse. Tentamos não olhar muito para ela, para não ficar feio. Mas diz a Marina que a senhora lusitana estava rindo da situação.
Próximo destino centro comercial Vasco. Nada mais que um shopping. Mas divertido, pois a estrutura foi feita para lembrar a de um navio... desses de cruzeiro... e tem temática marinha. Perto do centro comercial há a Praça das Nações – em que há bandeiras de tudo quanto é pais que pode-se imaginar – e o Oceanário. Ahhhhh, o Oceanário. Para mim o ponto alto da visita á Lisboa. Há muitas fotos, porém comentarei um pouco sobre. Não é grande, mas perde-se três horas no mínimo lá dentro. Há um tanque central com inúmeras espécies de peixes. A construção toda gira em torno deste tanque central. A iluminação é mínima e provém quase toda de dentro dos aquários. É bem escuro nos corredores e há muita informação sobre os peixes em placas bem elaboradas. Digamos que o tanque central é redondo e está inscrito dentro de um quadrado. As quinas deste quadrado seriam simuladores de biomas: Pólos, há pinguins; Vida marinha costeira, aves que vivem em rochedos; Rio, há lontras; Mata amazônica, ar extremamente úmido e repleto de aves. São dois andares, o tanque central ocupa a extensão destes dois andares; os biomas ficam acima; e os demais aquários menores ficam abaixo. Para mais confiram fotos.
O resto de sábado foi nas redondezas do Oceanário. No domingo vi algumas Igrejas aleatórias, e todas estavam em missa. Por mais que seja proibido tirar fotos bati uma foto secretamente. Não vi nada do que eu enquadrava, mas aqui está:
Ahhh sim, sábado ainda fui ao cinema e assisti The Spirit. Não achei ruim – para quem leu os quadrinhos.
Foto proibida:
No domingo depois das igrejas fomos comer no Chimarrão, o mesmo restaurante que citei às vezes comer em Porto. É um restaurante brasileiro e sempre peço o prato feito:3,98 por arroz, feijão preto, três tipos de carne, uma linguiça, banana e saladinha.
Bom, pelo menos no prato feito vendem alcatra como sendo picanha. Mas não faz mal. Não vou chegar lá e dizer: Cadê minha picanha?
O resto do domingo foi passear no centro comer Oriente e ir para a estação de metrô. Voltei relativamente cedo de lá. Cheguei em porto oito da noite.
E agora estou aqui, planejando o que fazer.
domingo, 22 de março de 2009
Lisboa
quinta-feira, 19 de março de 2009
Bom, o blog está causando alvoroço nos leitores. Mais alvorço que Elvis cantava Fever e as fãs desmaiavam de calores, sejam lá que calores forem.
Essa é uma das músicas menos música que eu gosto mais que muito música musicada. Ficou perdido nessa repetição da palavra música? Leia de novo que faz sentido.
De divertido hoje: Trabalho de comunicação empresarial. O tema do meu grupo é Caves de Vinho. E hoje realizamos uma peregrinação às caves. Não bebemos nada, queríamos falar com os responsáveis e tal. Julgo que conseguimos a atenção de umas duas. E dessa atenção provavelmente resultará degustação – quando formos adentrar nos confins do estabelecimento – que é tão importante quanto as informações sobre a comunicação da empresa. Estou colocando sim o álcool na mesma importância que a matéria Comunicação Empresarial. Afinal já fiz essa matéria no Brasil mas tenho de repeti-la aqui por que a diretora do meu curso está dando uma de... não está sendo legal e disse que é preciso repetir aqui. Que seja.
Quando íamos abordar as recepcionistas das caves meu grupo pedia para eu ir. Pois acham que mesmo comparado a um lusitano nato eu falo “bonitinho” e polidamente. Mal sabem ele que meus recursos não só a fala mansa que aprendi na Banda B de tanto explicar coisas aos ouvintes. Há uma pitada de charme ;D. A atendente está se fazendo de mal comida, dou uma piscadinha, mudo para um tom mais afável e me inclino uns milímetros para frente. Além de soltar uma piadinha. Aí a atendente que resiste a isso é porque cola velcro... só pode. Depois de ter explicitado a técnica acho que vou apanhar da namorada. Mas ela mesmo admite que quando saía da aula de idioma franco e ninguém dava a vez ela baixava o vidro, colocava óculos escuros e sei lá... fazia um charme. Diz ela que homem nenhum bloqueava ela, davam vez rapidinho – e mulher nenhuma dava a vez. É... o mundo funciona assim. Sedução.
Hoje percebo que escrevo mais truncado que em dias mais inspiradores, mas que seja.
Não tenho muito assunto hoje. Então postar uma foto:
Eu, Maíra e Renata. Ao fundo uma polonesa aleatória.
Nesse dia fomos na Rua Miguel de Bombarda. Havia uma inauguração simultânea de galerias de arte e comércio, foi uma festa na rua toda. Entramos numa galeria e lá tinha um espaço que era quase uma balada à céu aberto. A bebida: Grátis. Era whisky com um suco de maçã, se não me engano.
Ahhh... descobri que não presta escrever sem aquela gana de escrever.
Mas tentei... amanhã tento de novo, pois se der tempo vou em uma aula experimental de Kung Fu.
sábado, 14 de março de 2009
E agora João?
O blog expirou
O leitor fugiu
Sejam novamente vindos, não bem convidei ninguém. Como faz dias que não posto vou comentar um geral e depois peculiaridades.
As aulas não são tão melhores quanto no Brasil. Por mais que ocupem muito tempo são poucas as que realmente fazem valer a pena o fato de estar aqui para estudar. Aqui as pessoas fazem comunicação social. Não há especificação da área. Portanto o curso é tão denso quanto barriga de baiacu quando está inchado. É como se o diploma de comunicação social aqui fosse uma bexiga, e o conteúdo dos formandos ar. No Brasil o diploma vale tanto quanto papel higiênico, porém o conteúdo é similar ao de uma bexiga com água. Entenderam?

oi, eu sou um baiacu
Sim sim, ainda não falei dos dias. Estão meio corridos, porém nada além do normal. Estou trabalhando somente segundas, terça e quarta pela manhã. Às vezes trabalhareis aos sábados de manhã. Ainda comentarei sobre meu trabalho clandestino, acalmem-se leitores e leitoras, não sou garoto de programa, por mais que eu tenha arrumado uma proxeneta aqui. Bom, as história de eu ter uma proxeneta eu ainda explico, nem que seja só para quem eu deva a explicação.
Estou fazendo umas matérias que não imaginei que fosse fazer, deixei de fazer umas que não pensei que fosse deixar. Mas está muito bom. Tenho aulas segundas e terça á tarde. Quarta tenho o dia livre para dar uma de imperador de casa – nunca serei dono de casa, no mínimo monarca – quinta e sexta aulas de manhã e de tarde.
Matérias:
Psicossociologia da Comunicação – uma das melhores matérias
Comunicação Empresarial – o que eu tive em um semestre no Brasil aqui eh ví em duas aulas
Ateliês de Multimídia – há vários ramos da matéria, alguns prestam e outros não... e os que prestam um curso no Senac ensina tanto quanto
Gestão da Informação para Comunicação – só falta a professora brindar com os alunos, pois é conversa de boteco
Políticas e Instituições da União Européia – muito boa mesmo a matéria, porém deixei de pegar uma matéria que também me interessa para cursar esta: Públicos e Audiências. Fazer o que? Tive de optar e uma me ajuda especificamente na área e a outra me ajuda a entender política e contextualização global.
Sobre meu trabalho:
Sou inquiridor. Adorei o nome, soa como exterminador. Mas não posso desligar o telefone com um: Astalavistabeibe. Faço entrevisatas em um call center. Sou aquela pessoa super legal do IBOPE que te liga às oito da manhã perguntando trocentas coisas. Seja eleitoral ou de satisfação. O horário é super flexível e anho por hora, dependendo do meu desempenho. Pretendo ainda conseguir trabalho como garçom em uns barzinhos que tem aqui perto de casa. Seria voltar sextas e sábados de madrugada e me atirar na cama. Pretendo poupar, mesmo sem um motivo especial.
É isso, meus dias tem sido bons. Tenho uns trabalhos para começar a fazer então vou me ocupar mais ainda.
Meu primeiro embate com a máquina de lavar:
Olhei para ela e ela me devolveu um brilho branco diretamente no escurinho do olho, ela me desafiava. Soquei uns botões até uns saltitarem e com auxilio das camaradas instruções escritas soube levar a máquina ao correto funcionamento. Estou usando as roupas em sequência. Só as escuras e depois só as claras, para ter de ter menos contato com a geladeira que serve para limpar. Lembra uma geladeira... vai. No meu primeiro combate com a máquina eu venci, por mais que tenha deixado o soldado da maciez * amaciante * de fora. No segundo combate o amaciante fez o correto papel e foi promovido à futuras batalhas. Mas não venci a guerra ainda. Já desbotei uma camiseta ou outa e hoje mesmo duas mancharam. Darei um jeito nas manchas com lavagens futuras, vai que ajuda.
Enfrentando a máquina de lavar para manter a minha existência higienizada.
Mas roupa para que? Se estou ficando fortinho. Claro que ando vestido, mas já não faria feio na praia:
É, foto ego... porém resultado de dia sim e dia não de pesos. Aumentei os pesos e as séries. Enfim,
Comprei:
Uma guloseima ou outra. Depois de um mês comendo quase a mesma coisa fez bem. As coisas aqui são baratas. Proporcionalmente argumentando.
Um rádio. No vazio do meu quarto e para conhecer as rádios e notícias aqui... um rádio. Lindo o modelo e quero levar para o Brasil, se eu não o vender por aqui quando for embora. Foi meio caro. Meio é eufemismo, mas valeu demais a pena e o chumbo ter adquirido. Faz a solidão ir embora. Ao menos ajuda.
Depois tiro uma foto do rádio.
Receita de quem vive sozinho:
Ao fazer patê de atum não utilize somente atum e maionese * pode ser requeijão para quem quer esbanjar *
Na mistura acrescente * por idéia original sua, mesmo que alguém já fizesse isso antes * mostarda. E coma uns seis pães só de gula. De tão bom que fica. Não precisa ser muita mostarda. Quando menos mais vai dar vontade de abocanhar mais.
Hoje flagrei o Ares vendo site de putaria. Ele não percebeu que eu o vi, porém ele não conhece o conceito de Porn Shui. Aos preguiçosos de ir descobrir no google o que é eu explico: Porn Shui é uma brincadeira com o Feng Shui. Em que no trabalho ou em casa... em qualquer lugar... é o melhor lugar para ver pornografia de um modo que ninguém te veja. Não nego que já visitei sites do gênero, mas não aqui e nunca em cantos abertos. O Porn Shui do trabalho seria por exemplo aquele lugar e que o empregado senta-se e fica de costas para a parede e no fim de um corredor. Assim ninguém verá aonde ele navega.
Tem muita coisa para contar, porém fica para o próximo post.
domingo, 8 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Primeiro texto de meia página
Faltam 144 dias
domingo, 1 de março de 2009
Coelho do relógio.
Bom, primeiro dia sem postar.
Não vou descrever muito ontem nem hoje, pois a destinatária deste blog já está muito bem informada de tudo. Não que ela exija saber. Eu gosto de contar.
Ontem o dia foi tedioso. Tempo griso, como se estivesse prestes a desabar o dilúvio de Noé. Porém nada desaguou do céu. Fui fazer algo somente à noite, quando a brasileira e minha colega de turma Vanessa me chamou para fazer algo. A July e o Fernando não iriam, mas topei ir aos bares perto da reitoria – que por sinal ficam muito próximos da minha casa. Começamos em um bar em frente à reitoria e ficamos conversando algum tempo. Depois fomos conhecer a Galeria Paris, pensei que fosse um estabelecimento do ramo de botecos – porém chic. Não era. A Galeria Paris é uma rua que há um pouco depois da reitoria, mas lá entramos no bar. Não vou dizer que não bebi antes e nem neste segundo bar. É raro que eu beba algo, mas não deixei de deglutir cervejas de limão e taças de vinho do porto branco. Família desesperada do sul do Brasil: Eu beber é tão raro quanto andorinha dourada de quarto asas, e por mais que a conta tenha sido em euro eu paguei dos euros que eu trouxe. No segundo bar conhecemos um grupo grande de portugueses. Estávamos a área de não fumantes e era um grupo grande – bom sinal. Conversamos e eu já estava com minha visão fragmentada em frames. Mas alterações etílicas nunca alteraram minha percepção cognitiva, e por isso conversei muito bem – não é papo de bêbado. Beber novamente agora só na minha despedida daqui de Porto. Eu, a Vanessa e o grupo de lusitanos – cerca de três mulheres e uns seis homens – saímos do bar onze e meia. Eu voltei soluçando à pé para casa – soluço quando bebo um pouco mais. A Vanessa foi levada de carro pelos lusitanos até a casa dela, em Vila Nova de Gaia. São bem legais os lusitanos que conhecemos. Dois trabalham em farmácia, um é dono de uma e os outros não se identificaram profissionalmente.
Voltei para casa e entrei na internet para esperar a Celina, mas infelizmente ela não conseguiu entrar.
Já hoje, no domingo, acordei muitíssimo bem – minhas melhores noites e sono são ao lado da Celina ou bêbado, mas um não se compara com o outro. Às onze e meia começava o show que comentei ter conseguido um ingresso gratuito. Cheguei meio cedo e fiquei esperando as pessoas que eu conhecia chegarem. Meus colegas de sala chegaram e entraram assim que possível. Fiquei esperando a Renata, estudante de psicologia da PUC que está na UP também. Nunca a tinha visto e nosso contato se deu porque o pai dela era veterano de faculdade do meu pai. Os dois comentaram entre si o destino das respectivas proles e nosso contato se estabeleceu. A Renata foi junto com várias amigas. Umas sete, o curioso é que todas namoram à distância, e eu também. Quase todos os brasileiros que aqui estão estudando namoram. O show era na verdade uma orquestra e coro. Foi bonito e de graça. Havia durante o evento um apresentador que explicava a história e o contexto em que casa música foi criada, achei interessante. Porém a interação que ele exigia da platéia era um tanto quanto infantil. Ele pedia e a platéia gritava a presença da orquestra: Orquestraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Para o maestro: Maestroooooooooooooooooooooooooooooooooo. Para o coro: Corooooooooooooooooooooooooooooooooooooo. Depois do evento fui com a Renata e mais duas amigas dela comer no restaurante Chimarrão, o qual já citei aqui. Ficamos conversando e de lá combinamos fazer algo mais tarde. Voltei para casa para conversar via msn com a Celina e finalmente consegui. Como dá saudades dela, quanto mais conheço gente aqui mais percebo que é com ela que eu quero ficar.
Não demorou muito do término da minha conversa com ela que saí novamente com a Renata, Maíra e uma amiga delas que é recifence. Foi interessante conversar com ela sobre recife e com a Renata e Maíra sobre Curitiba – numa conversa simultânea. Ahhh, deixe-me dizer para onde que nós fomos. Nos encontraríamos na reitoria pois a Maíra queria conhecer os bares – nada de bebidas para mim, no máximo um café. Cheguei primeiro, como de praxe e vi todos os bares fechados, nisso me lembrei que a atendente do segundo bar que eu havia ido sábado comentou sobre domingo ser tudo fechado. A única coisa que havia aberta era uma igreja, e quando elas chegaram o culto já havia acabado. Como se fossemos à missa. Viemos aqui para casa e elas usaram o jostinha, pois estão sem internet por enquanto, e comeram brigadeiro. Fora do apartamento estava tendo uma festa de despedida de um alemão de apelido Latto. Elas e eu fomos convidados mas preferimos não ir. Conversamos um pouco e as acompanhei até o alojamento delas. Na volta fui para a festa e praticamente jantei lá. São 22:55 e a festa ainda está acontecendo. Já tomei banho, coloquei o pijama e me recolhi aos meus aposentos, como diria quem se recolhe aos aposentos.
Ahhh sim, a coisa mais curiosa de hoje foi enquanto eu as deixava na porta do alojamento. No caminho vimos um coelho andando pela rua. Era grande e gordo, ficamos um tempo observando de perto o dócil animal e um português transeunte meio gordo comentou conosco: Isso dá uma boa arrozada. Ele estava certo, deve ser muito bom. Não sei se alguém lembra, mas comentei sobre uma rua em que de um lado o bairro sobe uns dez metros e do outro o bairro desce vinte metros. Neste grande buraco há plantações de subsistência – o coelho devia ir de lá, fomos o encurralando até que passasse por um buraco sob um portão e então voltasse para onde deveria ter vindo. Na PUC já vi gambás andando livremente, mas nunca havia visto coelho pronto para o abate saltitando pelo asfalto.
