sábado, 14 de março de 2009


Yohoho ho Yohohohooooo

Binks wo no sake ni...



Novo wall papel... Brook


Voltando a postar no blog.


E agora João?


O blog expirou


O leitor fugiu




Sejam novamente vindos, não bem convidei ninguém. Como faz dias que não posto vou comentar um geral e depois peculiaridades.


As aulas não são tão melhores quanto no Brasil. Por mais que ocupem muito tempo são poucas as que realmente fazem valer a pena o fato de estar aqui para estudar. Aqui as pessoas fazem comunicação social. Não há especificação da área. Portanto o curso é tão denso quanto barriga de baiacu quando está inchado. É como se o diploma de comunicação social aqui fosse uma bexiga, e o conteúdo dos formandos ar. No Brasil o diploma vale tanto quanto papel higiênico, porém o conteúdo é similar ao de uma bexiga com água. Entenderam?


 oi, eu sou um baiacu


Sim sim, ainda não falei dos dias. Estão meio corridos, porém nada além do normal. Estou trabalhando somente segundas, terça e quarta pela manhã. Às vezes trabalhareis aos sábados de manhã. Ainda comentarei sobre meu trabalho clandestino, acalmem-se leitores e leitoras, não sou garoto de programa, por mais que eu tenha arrumado uma proxeneta aqui. Bom, as história de eu ter uma proxeneta eu ainda explico, nem que seja só para quem eu deva a explicação.


Estou fazendo umas matérias que não imaginei que fosse fazer, deixei de fazer umas que não pensei que fosse deixar. Mas está muito bom. Tenho aulas segundas e terça á tarde. Quarta tenho o dia livre para dar uma de imperador de casa – nunca serei dono de casa, no mínimo monarca – quinta e sexta aulas de manhã e de tarde.




Matérias:


Psicossociologia da Comunicação – uma das melhores matérias

Comunicação Empresarial – o que eu tive em um semestre no Brasil aqui eh ví em duas aulas

Ateliês de Multimídia – há vários ramos da matéria, alguns prestam e outros não... e os que prestam um curso no Senac ensina tanto quanto

Gestão da Informação para Comunicação – só falta a professora brindar com os alunos, pois é conversa de boteco

Políticas e Instituições da União Européia – muito boa mesmo a matéria, porém deixei de pegar uma matéria que também me interessa para cursar esta: Públicos e Audiências. Fazer o que? Tive de optar e uma me ajuda especificamente na área e a outra me ajuda a entender política e contextualização global.


Sobre meu trabalho:


Sou inquiridor. Adorei o nome, soa como exterminador. Mas não posso desligar o telefone com um: Astalavistabeibe. Faço entrevisatas em um call center. Sou aquela pessoa super legal do IBOPE que te liga às oito da manhã perguntando trocentas coisas. Seja eleitoral ou de satisfação. O horário é super flexível e anho por hora, dependendo do meu desempenho. Pretendo ainda conseguir trabalho como garçom em uns barzinhos que tem aqui perto de casa. Seria voltar sextas e sábados de madrugada e me atirar na cama. Pretendo poupar, mesmo sem um motivo especial.


É isso, meus dias tem sido bons. Tenho uns trabalhos para começar a fazer então vou me ocupar mais ainda.




Meu primeiro embate com a máquina de lavar:


Olhei para ela e ela me devolveu um brilho branco diretamente no escurinho do olho, ela me desafiava. Soquei uns botões até uns saltitarem e com auxilio das camaradas instruções escritas soube levar a máquina ao correto funcionamento. Estou usando as roupas em sequência. Só as escuras e depois só as claras, para ter de ter menos contato com a geladeira que serve para limpar. Lembra uma geladeira... vai. No meu primeiro combate com a máquina eu venci, por mais que tenha deixado o soldado da maciez * amaciante * de fora. No segundo combate o amaciante fez o correto papel e foi promovido à futuras batalhas. Mas não venci a guerra ainda. Já desbotei uma camiseta ou outa e hoje mesmo duas mancharam. Darei um jeito nas manchas com lavagens futuras, vai que ajuda.


Enfrentando a máquina de lavar para manter a minha existência higienizada.


Mas roupa para que? Se estou ficando fortinho. Claro que ando vestido, mas já não faria feio na praia:


É, foto ego... porém resultado de dia sim e dia não de pesos. Aumentei os pesos e as séries. Enfim,


Comprei:


Uma guloseima ou outra. Depois de um mês comendo quase a mesma coisa fez bem. As coisas aqui são baratas. Proporcionalmente argumentando.


Um rádio. No vazio do meu quarto e para conhecer as rádios e notícias aqui... um rádio. Lindo o modelo e quero levar para o Brasil, se eu não o vender por aqui quando for embora. Foi meio caro. Meio é eufemismo, mas valeu demais a pena e o chumbo ter adquirido. Faz a solidão ir embora. Ao menos ajuda.


Depois tiro uma foto do rádio.



Receita de quem vive sozinho:


Ao fazer patê de atum não utilize somente atum e maionese * pode ser requeijão para quem quer esbanjar *


Na mistura acrescente * por idéia original sua, mesmo que alguém já fizesse isso antes * mostarda. E coma uns seis pães só de gula. De tão bom que fica. Não precisa ser muita mostarda. Quando menos mais vai dar vontade de abocanhar mais.


Hoje flagrei o Ares vendo site de putaria. Ele não percebeu que eu o vi, porém ele não conhece o conceito de Porn Shui. Aos preguiçosos de ir descobrir no google o que é eu explico: Porn Shui é uma brincadeira com o Feng Shui. Em que no trabalho ou em casa... em qualquer lugar... é o melhor lugar para ver pornografia de um modo que ninguém te veja. Não nego que já visitei sites do gênero, mas não aqui e nunca em cantos abertos. O Porn Shui do trabalho seria por exemplo aquele lugar e que o empregado senta-se e fica de costas para a parede e no fim de um corredor. Assim ninguém verá aonde ele navega.


Tem muita coisa para contar, porém fica para o próximo post.

domingo, 8 de março de 2009

Braga³

Braga²


Projetores para o espetáculo da relegião.


De costas para a Igreja de Sameiro: Vista de Braga


Essas representações O fazem sangrar até hoje.







Igreja e escadarias do Bom Jesus

Braga


Nome da capela: Capela das Trevas



Jesus não pede esmola. Não confundam menino Jesus com mendigo Jesus.




Há um sushi-man na foto. Ache-o.




Igreja da Sé, a mais antiga de Portugal.




Estação ferroviária

segunda-feira, 2 de março de 2009

Primeiro texto de meia página

Mais um dia em que tive de andar muito.
Acordei e fiquei lendo no quarto mesmo. Na hora do almoço fui comer no refeitório de direito e lá encontrei a Natália e a Viviane. Duas brasileiras de Belo Horizonte que estudam comigo. Assim que acabamos de comer nossos destinos se separaram e eu fui à Fnac ver preços de câmeras fotográficas. Achei a que eu quero, porém ainda irei pesquisar melhor. É uma Nikon D-60. Na volta passei no mercado e comprei um condicionador. Aqui todos os brasileiros reclamam que a água de porto deixa o cabelo ruim, e é verdade. O meu está bem mais seco e caindo mais que o normal durante os banhos. Aqui produtos como condicionador e giletes de barbear são caros. Voltei para casa e deixei todas as compras. Em seguida fui checar uma oportunidade de emprego que me surgiu como um Pop-up. Mas prefiro nem comentar nada, pois não é nada certo. Se der certo, ou não, eu comento mais pra frente. Depois disso fui para a aula de Psicologia da Comunicação e cá estou, a escrever.
Texto corrido e sem detalhes.
Acho que finalmente neste domingo vou para Braga. Terei mais certeza sobre o emprego quarta de manhã.
Enfim, saudades mais que imensa da Celina.


Faltam 144 dias

domingo, 1 de março de 2009

Coelho do relógio.

Bom, primeiro dia sem postar.


Não vou descrever muito ontem nem hoje, pois a destinatária deste blog já está muito bem informada de tudo. Não que ela exija saber. Eu gosto de contar.


Ontem o dia foi tedioso. Tempo griso, como se estivesse prestes a desabar o dilúvio de Noé. Porém nada desaguou do céu. Fui fazer algo somente à noite, quando a brasileira e minha colega de turma Vanessa me chamou para fazer algo. A July e o Fernando não iriam, mas topei ir aos bares perto da reitoria – que por sinal ficam muito próximos da minha casa. Começamos em um bar em frente à reitoria e ficamos conversando algum tempo. Depois fomos conhecer a Galeria Paris, pensei que fosse um estabelecimento do ramo de botecos – porém chic. Não era. A Galeria Paris é uma rua que há um pouco depois da reitoria, mas lá entramos no bar. Não vou dizer que não bebi antes e nem neste segundo bar. É raro que eu beba algo, mas não deixei de deglutir cervejas de limão e taças de vinho do porto branco. Família desesperada do sul do Brasil: Eu beber é tão raro quanto andorinha dourada de quarto asas, e por mais que a conta tenha sido em euro eu paguei dos euros que eu trouxe. No segundo bar conhecemos um grupo grande de portugueses. Estávamos a área de não fumantes e era um grupo grande – bom sinal. Conversamos e eu já estava com minha visão fragmentada em frames. Mas alterações etílicas nunca alteraram minha percepção cognitiva, e por isso conversei muito bem – não é papo de bêbado. Beber novamente agora só na minha despedida daqui de Porto. Eu, a Vanessa e o grupo de lusitanos – cerca de três mulheres e uns seis homens – saímos do bar onze e meia. Eu voltei soluçando à pé para casa – soluço quando bebo um pouco mais. A Vanessa foi levada de carro pelos lusitanos até a casa dela, em Vila Nova de Gaia. São bem legais os lusitanos que conhecemos. Dois trabalham em farmácia, um é dono de uma e os outros não se identificaram profissionalmente.


Voltei para casa e entrei na internet para esperar a Celina, mas infelizmente ela não conseguiu entrar.


Já hoje, no domingo, acordei muitíssimo bem – minhas melhores noites e sono são ao lado da Celina ou bêbado, mas um não se compara com o outro. Às onze e meia começava o show que comentei ter conseguido um ingresso gratuito. Cheguei meio cedo e fiquei esperando as pessoas que eu conhecia chegarem. Meus colegas de sala chegaram e entraram assim que possível. Fiquei esperando a Renata, estudante de psicologia da PUC que está na UP também. Nunca a tinha visto e nosso contato se deu porque o pai dela era veterano de faculdade do meu pai. Os dois comentaram entre si o destino das respectivas proles e nosso contato se estabeleceu. A Renata foi junto com várias amigas. Umas sete, o curioso é que todas namoram à distância, e eu também. Quase todos os brasileiros que aqui estão estudando namoram. O show era na verdade uma orquestra e coro. Foi bonito e de graça. Havia durante o evento um apresentador que explicava a história e o contexto em que casa música foi criada, achei interessante. Porém a interação que ele exigia da platéia era um tanto quanto infantil. Ele pedia e a platéia gritava a presença da orquestra: Orquestraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Para o maestro: Maestroooooooooooooooooooooooooooooooooo. Para o coro: Corooooooooooooooooooooooooooooooooooooo. Depois do evento fui com a Renata e mais duas amigas dela comer no restaurante Chimarrão, o qual já citei aqui. Ficamos conversando e de lá combinamos fazer algo mais tarde. Voltei para casa para conversar via msn com a Celina e finalmente consegui. Como dá saudades dela, quanto mais conheço gente aqui mais percebo que é com ela que eu quero ficar.


Não demorou muito do término da minha conversa com ela que saí novamente com a Renata, Maíra e uma amiga delas que é recifence. Foi interessante conversar com ela sobre recife e com a Renata e Maíra sobre Curitiba – numa conversa simultânea. Ahhh, deixe-me dizer para onde que nós fomos. Nos encontraríamos na reitoria pois a Maíra queria conhecer os bares – nada de bebidas para mim, no máximo um café. Cheguei primeiro, como de praxe e vi todos os bares fechados, nisso me lembrei que a atendente do segundo bar que eu havia ido sábado comentou sobre domingo ser tudo fechado. A única coisa que havia aberta era uma igreja, e quando elas chegaram o culto já havia acabado. Como se fossemos à missa. Viemos aqui para casa e elas usaram o jostinha, pois estão sem internet por enquanto, e comeram brigadeiro. Fora do apartamento estava tendo uma festa de despedida de um alemão de apelido Latto. Elas e eu fomos convidados mas preferimos não ir. Conversamos um pouco e as acompanhei até o alojamento delas. Na volta fui para a festa e praticamente jantei lá. São 22:55 e a festa ainda está acontecendo. Já tomei banho, coloquei o pijama e me recolhi aos meus aposentos, como diria quem se recolhe aos aposentos.


Ahhh sim, a coisa mais curiosa de hoje foi enquanto eu as deixava na porta do alojamento. No caminho vimos um coelho andando pela rua. Era grande e gordo, ficamos um tempo observando de perto o dócil animal e um português transeunte meio gordo comentou conosco: Isso dá uma boa arrozada. Ele estava certo, deve ser muito bom. Não sei se alguém lembra, mas comentei sobre uma rua em que de um lado o bairro sobe uns dez metros e do outro o bairro desce vinte metros. Neste grande buraco há plantações de subsistência – o coelho devia ir de lá, fomos o encurralando até que passasse por um buraco sob um portão e então voltasse para onde deveria ter vindo. Na PUC já vi gambás andando livremente, mas nunca havia visto coelho pronto para o abate saltitando pelo asfalto.