sexta-feira, 19 de março de 2010
Blog de jornalista
Tãn Tãn Tãn - Será que vai dar certo?
sexta-feira, 27 de março de 2009
Beira - Mar
quinta-feira, 26 de março de 2009
Atualização
terça-feira, 24 de março de 2009
Lisboa
Contar de Lisboa. Foi extremamente divertido.
Lista de lugares que fui:
Noite do Bairro Alto.
Bares das Docas.
Arena de Touros.
Teatro Nacional.
Praças diversas.
Castelo de São Jorge.
Praça das Nações.
Centro Comercial Vasco.
Oceanário.
Bares perto da Praça das Nações, similares aos da Doca.
Igrejas aleatórias.
Fundos do Museu de Arqueologia – estava em reforma.
Centro Comercial Oriente.
Muito Metrô.
Em dois dias.
Assim que embarquei no trem para ir à Lisboa já me senti bem, adorei as instalações do trem – mesmo estando na classe econômica e lembrando um pouco um avião. Meu vagão era logo após a primeira classe, e entre a primeira classe e a econômica havia um vagão somente para o bar. Não estava com fome e nem sede – havia levado bolachas e água na mala. Mas a iluminação e organização do bar me levou até lá. O serviço de bordo – pago – e o bar é feito por uma empresa chamada Latitudes, e o cardápio era de sanduíches temáticos de vários lugares da globosfera. Já que estava lá acabei pedindo um sanduíche de salmão – era o mais barato. O que dizer sobre dois pães com vários temperos e recheios no meio? Ainda mais a carna característica de hamburger tendo sido substituída por salmão cru, como no Japão. Era bom demais. Valeu a pena.
Assim que cheguei liguei para a Marina, minha amiga que está estudando fotografia e música em Lisboa. Foi fácil acha-la na estação depois de ter ligado. O tio dela me esperava junto com ela. Ele veio para Portugal há cerca de quinze anos e a recebeu faz cerca de seis meses.
Da estação fomos direto conhecer o bairro alto. Estava de mochila nas costas ainda. É um bairro quase todo de estudantes. Basicamente são bares no térreo e nos andares acima repúblicas, mas não é um prédio ou outro perdido no meio de construções normais. Predominantemente eram de repúblicas e bares. Em cada rua havia um público diferente. Há a rua dos roqueiros, gays, maconheiros... etc. Mas as drogas circulam por todas as ruas. Mais para frente conto como é fácil conseguir drogas em qualquer ponto de Portugal. Saindo do Bairro alto fomos às Docas. Havia vários barcos ancorados, daqueles que dá vontade de morar em um. Pequenos em maioria, mas que perfeitamente acolheriam uma vida humana.
Em bar nada mais se faz que não conversar e olhar outras pessoas. Digo que em Lisboa há mais mulheres bonitas que em Porto. Os homens de Porto deveriam migrar para Lisboa e os de Lisboa para Porto. Assim ficariam cidades divididas por beleza. Lisboa pessoas bonitas, Porto feias.
Ou fazer uma migração contrária, ou eu parar de devaneios. Mas a quantidade de gente bonita por metro quadrado aqui é menor que no Brasil.
Bom, dormi e não sonhei... então nada a contar sobre meu sono, só conto que dormi profundamente. Confortável demais a cama em que dormi.
Primeiro destino de sábado foi a Arena de Touros. Pode-se ver a arena em fotos de Lisboa postadas abaixo. Não pude entrar pois estava fechado até para visitação. Parece que para entrar lá agora é somente em shows. Deixo a descrição da arena para a foto. E deixarei em geral para as fotos.
Pegamos o metrô e fomos para o pé do Castelo de São Jorge. São duas praças e nas duas há uma alta com centração de etnia negra. Diferente de Porto, onde há poucos negros. Nas praças pudemos ver o Teatro Nacional, mesmo não podendo adentrar, e a Estação Integrada de Transportes. Há foto de ambos. O que mais me chamou atenção no Teatro Nacional foi o Café. Em cada lugar para sentar há uma lâmpada sobre dentro de uma luminária em forma de cartola. Quem senta em um banco fica sob a luminária.
Em seguida eu e a Marina fomos ao que foi a parte mais divertida do passeio, não pelo lugar em si... mas pelo proveito que tivemos. Castelo de São Jorge. A Marina queria praticar inglês e estávamos em um ponto turístico lotado de turistas europeus. A maioria entende inglês, mas isso não era problema. O castelo é lindo e dá vontade de morar nele, mas a descrição fica para as fotos mais uma vez. Conversamos em inglês *estou conseguindo falar com uma fluência trocentas e duas vezes melhor do que eu conseguia há uns quatro meses... imagino que seja também porque diminuiu horrores a gagueira*. Passei por estadunidense. Brincávamos conversando em inglês: In E.U.A we dont see things like that. E as pessoas ao redor pareciam acreditar. Mas isso não é divertido, o legal é depois de falar em inglês falar algo em português. Ainda não está clara a brincadeira... mas vejam o exemplo:
Eu e Marina descendo uma escadaria, com dois ingleses descendo à frente:
Eu – I hate brazilians.
Marina – Why?
Eu – They are everywhere! They split everywhere!
Ingleses ouvindo atentamente a conversa
Marina escorrega em um degrau
Eu, em português – Marina! Cuidado!
Ingleses olhando confusos e com cara bizarra
Conversamos aleatoriamente com frases decoradas em japonês, cantamos em francês – mesmo que só dois minutos – imitamos sotaques e etc.
Para variar imitei o sotaque nordestino, e no meio da conversa cheguei à máxima: I`m bad, I`m bad, como diria Michael Jackson. Enfim, houve alternância entre sotaque e línguas também.
Quando saíamos do castelo duas japonesas iam entrando. Fiz o V da vitória, um olhar estranho e falei: Yoroshiku. Que significa: prazer em conhecer. Minha expressão foi mais ou menos assim: ò.óv
Mas descobri que eram chinesas e não entenderam nada do que eu fiz.
Para reconhecer um japonês é só ouvir. As frases costumam ser assim:
Watashi wa Adorufu desu.
Anata dare deska.
Sugoooooi desu ne.
Sempre algo do gênero. Para descobrir se é de origem chinesa é só ouvir:
Pan wa nien nien Ou pion dui.
Moe tie tai fan fun.
Eu fun fei nai.
Coisas do gênero.
O último episódio com línguas foi quando descíamos a rua para voltar ao metrô. Conversávamos em inglês e uma portuguesa nos abordou com um panfleto de um show. Ela se esforçou para falar em inglês conosco e no fim eu ainda agradeci falando “obrigado” com sotaque de um estadunidense do Texas. Ou seja.... sotaque de caipira estadunidense falando português. Onde ela nos abordou era em frente a um restaurante, agradeci com sotaque e entramos para ver como era. Não comemos nada. Vimos e na saída fizemos questão de conversar em português, para que a lusitana visse. Tentamos não olhar muito para ela, para não ficar feio. Mas diz a Marina que a senhora lusitana estava rindo da situação.
Próximo destino centro comercial Vasco. Nada mais que um shopping. Mas divertido, pois a estrutura foi feita para lembrar a de um navio... desses de cruzeiro... e tem temática marinha. Perto do centro comercial há a Praça das Nações – em que há bandeiras de tudo quanto é pais que pode-se imaginar – e o Oceanário. Ahhhhh, o Oceanário. Para mim o ponto alto da visita á Lisboa. Há muitas fotos, porém comentarei um pouco sobre. Não é grande, mas perde-se três horas no mínimo lá dentro. Há um tanque central com inúmeras espécies de peixes. A construção toda gira em torno deste tanque central. A iluminação é mínima e provém quase toda de dentro dos aquários. É bem escuro nos corredores e há muita informação sobre os peixes em placas bem elaboradas. Digamos que o tanque central é redondo e está inscrito dentro de um quadrado. As quinas deste quadrado seriam simuladores de biomas: Pólos, há pinguins; Vida marinha costeira, aves que vivem em rochedos; Rio, há lontras; Mata amazônica, ar extremamente úmido e repleto de aves. São dois andares, o tanque central ocupa a extensão destes dois andares; os biomas ficam acima; e os demais aquários menores ficam abaixo. Para mais confiram fotos.
O resto de sábado foi nas redondezas do Oceanário. No domingo vi algumas Igrejas aleatórias, e todas estavam em missa. Por mais que seja proibido tirar fotos bati uma foto secretamente. Não vi nada do que eu enquadrava, mas aqui está:
Ahhh sim, sábado ainda fui ao cinema e assisti The Spirit. Não achei ruim – para quem leu os quadrinhos.
Foto proibida:
No domingo depois das igrejas fomos comer no Chimarrão, o mesmo restaurante que citei às vezes comer em Porto. É um restaurante brasileiro e sempre peço o prato feito:3,98 por arroz, feijão preto, três tipos de carne, uma linguiça, banana e saladinha.
Bom, pelo menos no prato feito vendem alcatra como sendo picanha. Mas não faz mal. Não vou chegar lá e dizer: Cadê minha picanha?
O resto do domingo foi passear no centro comer Oriente e ir para a estação de metrô. Voltei relativamente cedo de lá. Cheguei em porto oito da noite.
E agora estou aqui, planejando o que fazer.